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Líder birmanesa vai quebrar o silêncio sobre crise dos rohingya

Soe Zeya Tun

A líder da Birmânia (Myanmar) Aung San Suu Kyi vai falar à nação na próxima terça-feira sobre a crise que levou quase 380 mil membros da minoria muçulmana rohingya a fugir do país, anunciou esta quarta-feira o governo.

A conselheira de Estado Suu Kyi "vai falar de reconciliação nacional e de paz", numa alocução televisiva prevista para 19 de setembro, disse à imprensa o porta-voz do governo, Zaw Htay.

Segundo a ONU, mais de 379 mil rohingya refugiaram-se no Bangladesh desde finais de agosto para fugir à repressão do exército birmanês, que lançou uma operação militar no oeste do país após uma série de ataques da rebelião rohingya.

O porta-voz presidencial birmanês precisou hoje que 176 aldeias rohingya estão vazias, em consequência da fuga de todos os residentes devido à violência no estado de Rakhine (oeste).

O porta-voz não usou o termo rohingya, mas bengali, a palavra normalmente usada na Birmânia, onde se considera que aquela minoria migrou ilegalmente do Bangladesh.

As autoridades da Birmânia, de maioria budista, não reconhecem a cidadania aos rohingya, cerca de um milhão de pessoas, impondo-lhes múltiplas restrições, incluindo a privação de liberdade de movimentos.

Suu Kyi, ex-dissidente birmanesa e Nobel da Paz, tem sido criticada por defender a atuação do exército por várias personalidades, entre as quais o dalai lama e os também Nobel da Paz Malala Yousafzai e Desmond Tutu.

A antiga dissidente, ícone do combate democrático contra a junta militar, anunciou hoje que não vai estar presente na abertura da sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, na próxima semana.

A ONU tem manifestado preocupação com a violência do Estado birmanês sobre os rohingya e, na segunda-feira, o Alto-Comissário para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, referiu-se à situação como "um exemplo clássico de limpeza étnica".

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje a partir das 11h00 locais (16h00 em Lisboa) para discutir a situação.

A China, que com os EUA, Rússia, França e Reino Unido é um dos membros permanentes, com direito de veto, já manifestou o seu apoio ao governo birmanês.

Lusa

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