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UE atribui a mal-entendido insultos e ameaças do Presidente das Filipinas

© Ezra Acayan / Reuters

A delegação da União Europeia (UE) nas Filipinas atribuiu hoje a um mal-entendido as violentas críticas do Presidente Rodrigo Duterte, que acusou Bruxelas de tentar excluir o seu país de um organismo da ONU e ameaçou expulsar os embaixadores europeus.

No passado fim de semana, um executivo da organização internacional Human Rights Watch (HRW) afirmou, a partir de Genebra, que as Filipinas poderiam ser expulsas do Conselho de Direitos Humanos da ONU devido aos abusos da "guerra contra a droga".

Estas declarações coincidiram com a visita a Manila de vários delegados europeus da Aliança Progressista que advertiram para "consequências" negativas no comércio das Filipinas com a UE decorrentes da sangrenta campanha antidroga que fez milhares de mortos em pouco mais de um ano.

"As declarações feitas pela Aliança Progressista durante a sua visita às Filipinas foram feitas unicamente em nome da Aliança Progressista e não representam a posição da União Europeia", afirmou hoje a delegação da UE nas Filipinas num comunicado.

Além disso, a delegação atribuiu a confusão de Duterte à "informação falsa de alguns meios de comunicação" e destacou que a representação europeia "continua a operar e a funcionar normalmente", mantendo o compromisso de "trabalhar de forma construtiva e produtiva com as Filipinas em benefício da população".

Num incendiário discurso proferido na quinta-feira, o Presidente das Filipinas ameaçou "cortar o canal diplomático" e obrigar os representantes dos países europeus a abandonar o país "em 24 horas", o que gerou uma forte preocupação junto das representações europeias.

Duterte subiu o tom de indignação até ao ponto de chamar os europeus em geral de "filhos da puta" -- tanto em tagalo como em espanhol --, expressão que utilizou no passado nomeadamente para o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e para o papa Francisco.

O chefe de Estado filipino, de 72 anos, tornou-se conhecido por incluir frequentemente insultos, palavrões e ameaças nas suas intervenções públicas.Há sensivelmente um ano, porém, Rodrigo Duterte prometeu deixar de usar palavrões e fazer declarações inconvenientes nos seus discursos depois de afirmar ter recebido instruções de Deus.

A campanha antidroga, iniciada em junho do ano passado, fez mais de 3.900 mortos às mãos da polícia, apesar de se estimar que o número total supere os 7.000 se somados os homicídios de supostos toxicodependentes e traficantes atribuídos a indivíduos ou patrulhas de moradores.

Lusa

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