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Cimeira sobre o clima em Paris marcada pela ausência dos EUA

PHILIPP GUELLAND

Mais de 50 chefes de Estado e de Governo, incluindo o primeiro-ministro português, participam na terça-feira em Paris numa cimeira sobre o clima promovida pelo Presidente francês, marcada pela "ausência" dos Estados Unidos.

No encontro, que o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, pretende que sirva para impulsionar a aplicação do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa (assinado há dois anos e ao qual o Presidente norte-americano, Donald Trump, renunciou) vai estar também o secretário-geral da ONU, o português António Guterres.

Segundo a presidência francesa, vão estar na cimeira "One Planet Summit" mais de 2.000 "atores-chave", do setor público e privado, desde os chefes de governo de Espanha e Reino Unido, Mariano Rajoy e Theresa May, ao ator Leonardo DiCaprio ou ao multimilionário Bill Gates.

A "One Planet Summit" junta ainda outros norte-americanos "envolvidos" na questão das alterações climáticas, como o ex-governador do estado da Califórnia Arnold Schwarzenegger ou o antigo presidente da Câmara de Nova Iorque Michael Bloomberg.

Os Estados Unidos trocaram uma presença de alto nível por uma representação pelo encarregado de negócios da embaixada em Paris, por decisão da Casa Branca, segundo a presidência francesa.

Em contrapartida, estarão presentes chefes de Estado africanos, dirigentes de países afetados pelas alterações climáticas (como o Bangladesh e ilhas do Pacífico e Haiti), Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, e responsáveis de grandes cidades, empresas e organizações não governamentais, empenhados no combate às alterações climáticas.

O objetivo é, segundo o Palácio do Eliseu, impulsionar os "atores envolvidos" e os projetos ligados à luta contra as alterações climáticas "de uma forma muito concreta".

A cimeira foi anunciada em julho por Emmanuel Macron como uma forma de retomar a questão da luta contra as alterações climáticas e a redução da emissão dos gases com efeito de estufa, após o anúncio, em junho, da intenção de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris.

A reunião vai decorrer num novo local cultural perto de Paris, na cidade da música da ilha de Seguin (a oeste de Paris), após um almoço dos chefes de Estado e de Governo no Palácio do Eliseu (presidência francesa).

Com eventos paralelos a decorrer dois dias antes, a presidência francesa disse que são esperados "uma dezena de grandes anúncios" após a reunião, que "se insere na agenda internacional sobre o clima", nomeadamente no ciclo das COP (Conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas). Organizada pelo Eliseu, ONU e Banco Mundial, a cimeira acontece pouco depois da 23.ª COP que decorreu em Bona, na Alemanha, em novembro.

Organizações não governamentais consideraram na altura que no encontro de Bona não ficaram estabelecidas formas concretas de conseguir que as temperaturas não aumentem mais de dois graus em relação aos valores pré-industriais, uma das metas do Acordo de Paris.

Paris espera agora, segundo declarações de fontes oficiais no mês passado, um reforço do financiamento da luta contra as alterações climáticas ou a apresentação de projetos efetivos em setores como os transportes, agricultura ou energias renováveis.

Portugal tem defendido a aposta nas energias renováveis. No passado dia 05 em Rabat, após a 13.ª Cimeira Luso-Marroquina, António Costa garantiu que o país manterá a aposta no desenvolvimento das energias renováveis para atingir as metas do Acordo de Paris em matéria de descarbonização da economia.

Perante os jornalistas, António Costa prometeu que Portugal "continuará a desenvolver as energias renováveis e a baixar a fatura energética".

Concluído em 12 de dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) em Paris, assinado por quase todos os países do mundo, o Acordo de Paris entrou em vigor a 04 de novembro de 2016. Visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.

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