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União Europeia espera respeito pelo direito de manifestação no Irão

Uma porta-voz da chefe da diplomacia europeia disse hoje esperar que o direito a manifestações pacíficas e de liberdade de expressão seja garantido no Irão, onde já morreram pelo menos 20 pessoas em protestos contra o custo de vida. A estação britânica BBC aponta para a existência de 22 vítimas mortais, incluindo um rapaz de 11 anos e um polícia.

"Esperamos que o direito a manifestar-se pacificamente e de liberdade de expressão no Irão sejam garantidos depois das últimas declarações públicas do Presidente [iraniano] Rohani", disse à Efe uma porta-voz de Federica Mogherini, chefe da diplomacia da União Europeia.

Rohani pediu calma e restringiu a atividade nas redes sociais para tentar conter protestos, numa altura em que foram detidas 300 pessoas.

A porta-voz afirmou que os serviços liderados por Federica Mogherini estão a acompanhar "as manifestações de cidadãos iranianos nos últimos dias" e que estão "em contacto com as autoridades" do Irão.

"Continuaremos a acompanhar os acontecimentos", acrescentou.Hasan Rohani afirmou hoje que os inimigos do Irão incitaram certos grupos a promover incidentes porque não toleram os "êxitos" que Teerão obteve no acordo nuclear assinado em julho de 2015 com seis potências internacionais, bem como as medidas contra o terrorismo na região.

O Presidente iraniano reiterou o direito do povo de criticar e protestar, mas afirmou que é preciso "eleger a maneira e a via legal para expressar-se".

O Presidente do Irão rejeitou também os comentários de Donald Trump sobre os protestos no país. O Presidente dos Estados Unidos apoiou as manifestações anti-governo. Hassan Rouhani disse que Trump não tem o direito de simpatizar com a causa dos iranianos, depois das acusações que tem feito à nação iraniana.

Estas são as maiores manifestações antigovernamentais no Irão desde 2009, quando a oposição "movimento verde" organizou vários dias de protesto contra a reeleição do então presidente Ahmadinejad, tendo sido duramente reprimidos.

Com Lusa

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