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Chefe dos Guardas da Revolução do Irão anuncia "fim da rebelião"

Vahid Salemi / AP

O chefe dos Guardas da Revolução assegurou hoje poder anunciar "o fim da rebelião", numa referência aos protestos que se registam há cerca de uma semana no Irão contra o poder e as dificuldades económicas.

"Neste movimento de rebelião, houve concentrações de no máximo 1.500 pessoas e o número de desordeiros não ultrapassou as 15.000 pessoas em todo o país", adiantou o general Mohammad Ali Jafari, numa nota divulgada no 'site' dos Guardas da Revolução.

"Um grande número de desordeiros, no centro da rebelião, (...) recebeu formação por parte da contrarrevolução dos 'monafeguines'", disse, utilizando um termo que designa os Mujahidine do Povo, um movimento de resistência ao governo iraniano.

Aqueles "foram detidos e haverá uma ação firme contra eles", sublinhou.

O general Jafari assinalou também que milhares de pessoas tinham sido "treinadas" pelos Estados Unidos para "fomentar a agitação no Irão".

"É preciso agradecer ao grande povo iraniano pois, logo que as pessoas perceberam que a mão dos estrangeiros e dos revoltosos estava envolvida, separaram os caminhos, apesar de todos os problemas económicos, para defender os valores da revolução e do Irão islâmico", disse ainda.

Dezenas de milhares de manifestantes pró-regime concentraram-se hoje numa dezena de cidades do Irão para condenar os "motins" que agitam o país há cerca de uma semana, após uma noite mais calma do que as anteriores em Teerão e na província.

Outras manifestações estão previstas para quinta-feira em Ispahan e Mashhad para apoiar o poder e condenar a violência dos últimos dias.

Desde que começaram as manifestações contra a má situação económica do país e o regime, a 28 de dezembro, foram mortas 21 pessoas e detidas mais de 450.

Lusa