Mundo

Puigdemont defende que "presos políticos" passaram a ser "reféns"

Francois Lenoir

O ex-presidente do Governo catalão, Carles Puigdemont, considerou esta sexta-feira que os separatistas catalães detidos em Espanha, entre eles o seu ex-vice-presidente, Oriol Junqueras, "já não são presos políticos", mas sim "reféns".

"As urnas falaram três vezes inequivocamente", considerou Puigdemont através da rede social Twitter, acrescentando que os independentistas detidos provisoriamente na região de Madrid "já não são presos políticos, são reféns".

O Tribunal Supremo espanhol decidiu hoje em Madrid que Oriol Junqueras devia continuar na prisão, visto haver riscos de reincidir nos delitos em que é investigado: rebelião, secessão e peculato no âmbito do processo falhado de independência da Catalunha.

Desde Bruxelas, onde está refugiado, Puigdemont também afirmou que "há um conflito por resolver entre a Catalunha e Espanha", insistindo que os independentistas "apostaram sempre na via pacífica e de diálogo".

Ainda em fase de instrução, o Supremo mantém detidos todos os separatistas que ainda não se distanciaram do objetivo de criar uma República independente de Espanha através de um processo que vai contra a Constituição espanhola.

Os partidos independentistas conseguiram manter, na sequência das eleições realizadas em 21 de dezembro de 2017, a maioria dos deputados no parlamento regional da Catalunha, estando a tentar formar um novo Governo regional com os dirigentes demitidos anteriormente.

A consulta eleitoral foi convocada pelo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, no final de outubro, no mesmo dia em que decidiu dissolver o parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional presidido por Carles Puigdemont por ter dirigido o processo para declarar unilateralmente a independência da região.

Rajoy, convocou para 17 de janeiro próximo a primeira sessão do parlamento regional da Catalunha, tendo o primeiro debate de investidura do novo presidente da Generalitat que se realizar até 31 de janeiro e a votação no dia seguinte.

Lusa

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