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O DACA "provavelmente está morto" por causa dos democratas

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este domingo que o programa que protege da deportação jovens imigrantes indocumentados, o DACA (Ação Diferida para Imigração Infantil), "provavelmente está morto", porque "os democratas não o querem verdadeiramente".

O DACA protege da deportação 800.000 indocumentados, conhecidos como 'dreamers' ('sonhadores'), chegados aos Estados Unidos enquanto crianças.

Cerca de 520 portugueses são abrangidos pelo programa.Em setembro de 2017, Trump cancelou o programa criado por Barack Obama, dando até março deste ano para o Congresso dos EUA achar uma solução legislativa para estas pessoas.

"Os democratas não o querem verdadeiramente", escreveu hoje no Twitter o Presidente dos Estados Unidos, que na semana passada rejeitou uma proposta sobre imigração elaborada por um grupo de senadores bipartidário (Republicanos e Democratas).

O acordo incluía uma via para que os 'Dreamers' pudessem obter a cidadania, bem como uma verba de 1,6 mil milhões de dólares, incluindo para o muro na fronteira com o México, uma das mais emblemáticas promessas eleitorais de Trump.

No entanto, Trump escreveu hoje: "O DACA provavelmente está morto, porque os Democratas não o querem verdadeiramente. Apenas querem falar e retirar aos militares dinheiro que lhes faz muita falta".

No sábado, Trump deu como perdido o acordo sobre migrações do grupo bipartidário. Foi na última reunião com este grupo que Trump se referiu ao Haiti, a El Salvador e às nações africanas como "países de merda", o que motivou grande contestação na comunidade internacional.

Outra das medidas incluídas na proposta seria a eliminação do sorteio de vistos, através do qual atualmente se concedem 50 mil autorizações de permanência nos EUA por ano.

Jonathan Ernst

A ideia seria transformar metade destes vistos em autorizações para as pessoas afetadas pelo fim do Estatuto de Proteção Temporário (TPS).

Quando os senadores lhe explicaram os termos do acordo, Trump reagiu com as palavras: "Por que razão queremos que toda esta gente de países de merda venha para cá?", numa referência a El Salvador, Haiti e os países africanos.

O Presidente norte-americano voltou hoje a referir-se ao assunto."Eu, como Presidente, quero que as pessoas que vêm para o nosso país nos ajudem a tornarmo-nos, outra vez, num país mais forte e maravilhoso. Pessoas que venham através de um sistema baseado no mérito. Sorteios não. Os Estados Unidos primeiro", sublinhou.

A divulgação das declarações de Trump sobre os "países de merda" torpedearam as negociações sobre migrações, mesmo quando os democratas já tinham concordado em incluir a concessão de fundos para a construção do muro com o México.

Lusa

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