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ONU pede trégua por um mês para distribuir ajuda na Síria

Hospital de Kafr Nabl, Idlib, destruído após ataques aéreos a 4 de fevereiro de 2018

YAHYA NEMAH / EPA

A ONU apelou hoje a uma "cessação imediata das hostilidades" na Síria por pelo menos um mês, para permitir distribuir ajuda e retirar os feridos, e alertou para "as consequências desastrosas" da crise humanitária no país.

O conflito que atinge a Síria desde 2011 já fez mais de 340.000 mortos, implicando atores locais e estrangeiros, mas também grupos extremistas.

Lamentando a "situação extrema" a que se chegou no país, os representantes de diferentes agências da ONU em Damasco exigem "uma cessação imediata das hostilidades por pelo menos um mês em toda a Síria", segundo um comunicado.

O objetivo é "permitir a distribuição de ajuda humanitária, a retirada dos feridos e doentes em estado crítico e o alívio do sofrimento" dos civis, sublinha o comunicado.

"A equipa humanitária das Nações Unidas na Síria alerta para as consequências desastrosas de um agravamento da crise humanitária em diversas regiões do país", pode ler-se no mesmo comunicado.

Nos últimos meses, o regime de Bashar al-Assad realizou ataques aéreos mortíferos contra dois bastiões rebeldes, Ghouta oriental às portas de Damasco, e a província de Idleb, no noroeste da Síria.

A Turquia, por seu lado, lançou a 20 de janeiro uma vasta ofensiva na Síria contra o enclave de Afrine (noroeste), para expulsar da sua fronteira a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG).

A ONU lamenta a dificuldade de acesso às zonas sitiadas pelos beligerantes: as localidades cercadas pelas forças do regime não podem receber ajuda humanitária sem autorização do poder de Damasco.

Um plano que prevê a distribuição de ajuda duas vezes por mês nas zonas sitiadas ou consideradas de difícil acesso está por isso paralisado, segundo a ONU.

"Se fosse concedido o acesso, três comboios poderiam ser enviados todas as semanas, permitindo ajudar em dois meses 700.000 pessoas nessas zonas", refere o comunicado.

É o caso da região de Ghouta oriental, enclave rebelde a leste de Damasco, cercado desde 2013 pelo regime, onde cerca de 400.000 habitantes têm falta de alimentos e de medicamentos.

Lusa

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