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Turquia reinicia bombardeamentos contra enclave curdo de Afrin

Khalil Ashawi

O exército turco voltou a bombardear esta sexta-feira o enclave curdo sírio de Afrin após cinco dias de pausa nos ataques aéreos, provocando pelo menos dois mortos entre os civis, referiu a Organização síria de direitos humanos (OSDH).

Os aviões turcos não sobrevoavam a região desde o derrube de um avião russo em 3 de fevereiro por unidades da oposição síria, precisou a agência oficial Anadolu. Segundo os media turcos, a Rússia vetou os voos por um período temporário para estabelecer um novo sistema de vigilância eletrónica destinado a proteger os seus próprios aparelhos contra mísseis antiaéreos.

O estado-maior turco declarou esta sexta-feira que cerca de 20 objetivos foram destruídos pelos seus aviões de combate, incluindo refúgios, depósitos de munições e posições de combate da milícia curda da Síria Unidades de proteção do povo (YPG), que a Turquia combate em Afrin.

O OSDH, uma ONG sediada em Londres com ligações à oposição síria e que possui uma rede de ativistas e pessoal médico no terreno, referiu que dois civis, um homem de 70 anos e uma mulher, foram mortos em ataques aéreos na cidade de Afrin e nos arredores.

"Desde a meia-noite até agora, estão a atacar todos os cantos de Afrin", indicou Suleiman Yafar, responsável de relações exteriores de Afrin.

O exército turco disse ainda que desde o início da ofensiva "neutralizou" (abateu, feriu ou capturou) 1.062 milicianos das YPG.

No entanto, o OSDH calcula que 108 combates dos YPG foram mortos até ao momento, para além de 68 civis. Pelo menos 21 soldados turcos também foram mortos no decurso da operação "Ramo de Oliveira", desencadeada em 20 de janeiro.

O Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que anunciou a realização para breve, em Istambul, de uma cimeira Turquia-Rússia-Irão sobre a Síria, assegurou na quinta-feira que a invasão turca de Afrin tem por objetivo pacificar esse território e facilitar o regresso dos refugiados sírios instalados na Turquia, e que de seguida será desencadeada uma ação semelhante na província de Idleb, situada a sul.

"Solucionaremos a questão de Afrin, e de seguida de Idleb, e queremos que os nossos irmãos refugiados voltem ao seu próprio país. De qualquer forma, não podemos acolher indefinidamente 3,5 milhões. Para mais, eles próprios querem (regressar), disse o chefe de Estado turco num discurso perante representantes da administração local.

Em paralelo, reafirmou a intenção, anunciada já na terça-feira, de retirar o adjetivo "turco" à União de Colégios Profissionais de Advogados e de Médicos (TTB), por não apoiarem a sua política, após a TTB ter subscrito um manifesto "contra a guerra", sem especificar qual, apesar de ser interpretada como uma posição contra a ofensiva em Afrin.

"A União dos Médicos Turcos não está em consonância com o caráter turco. E o mesmo sucede com a União de Colégios Profissionais de Advogados da Turquia. Agora vai-lhe ser retirado (o nome) por lei, por decisão do Conselho de ministros. Já não podereis usar o nome de turco nem de Turquia. Serão usados por quem os mereça", disse Erdogan.

Lusa

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