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Primeira mulher transgénero a dar de mamar graças a tratamento experimental

Marco Bello / Reuters

Uma mulher de 30 anos que mudou de sexo é oficialmente a primeira mulher transgénero a conseguir dar de mamar. Um tratamento experimental de três meses e meio fez com que conseguisse produzir 227 gramas de leite por dia.

Desde 2011 que a mulher se submetia a tratamentos hormonais para mudar de sexo. Quando a companheira engravidou, decidiu fazer mais um tratamento para poder amamentar o bebé e recorreu ao Mount Sinai Center for Transgender Medicine and Surgery em Nova Iorque.

Um regime intenso de hormonas, medicamento contra as náuseas e estimulação das glândulas mamárias permitiu que os seios se desenvolvessem e produzissem leite.

Quando o bebé nasceu, conseguiu alimentá-lo exclusivamente com o leite materno durante seis semanas - período sempre acompanhado por um pediatra que confirmou que a criança estava a crescer e a desenvolver-se normal e saudavelmente. No entanto passou a ter de ser alimentado também com leite em pó, já que um bebé tem de consumir cerca de 500 gramas de leite por dia.

Efeitos secundários desconhecidos

Este é o primeiro caso do género relatado no mundo científico, afirmam os médicos que acompanharam a mulher transgénero no Mount Sinai, Tamar Reisman e Zil Goldstein.

No entanto, o "cocktail" de hormonas e medicamentos que a mulher tomou para estimular a amamentação levanta dúvidas sobre a segurança para a saúde.

Como a prolactina - a hormona que estimula naturalmente a produção de leite materno quando a mãe dá à luz - não é algo que possa ser fabricado em laboratório, a mulher ingeriu um medicamento contra as náuseas - domperidona.

Está provado que a domperidona estimula de facto a produção do leite materno, mas a autoridade do medicamento norte-americana (Food and Drug Administration) desaconselha vivamente a utilização do medicamente com este propósito.

Mãe, médica e mulher transgénero não aconselha tratamento

Em declarações à revista New Scientist, Madeline Deutsch da Universidade da Califórnia, em São Francisco, sublinha que a prática não deverá ser para já recomendada uma vez que não se sabe ainda se os componentes do leite são os mesmos.

Deutsch reconhece que muitas mães transgénero ambicionam poder dar de mamar mas salienta que não são ainda conhecidas as consequências na saúde do próprio bebé.

A médica é ela própria uma mulher transgénero e tem um bebé de seis meses que está a ser amamentado pela mulher de Deutsch, que gerou o bebé.

"Tenho pena de não a amamentar mas, ao mesmo tempo, nunca considerei fazê-lo pelas razões que expus", declarou à New Scientist.

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