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Vírus do Zika pode proteger contra a dengue

Uma equipa de investigadores brasileiros acredita que a infeção do vírus Zika pode tornar a pessoa imune contra a dengue. Anteriormente, uma investigação chinesa já tinha conseguido provar o inverso: quem apanha dengue pode estar mais protegido contra o vírus do Zika.

A investigação brasileira

O estudo brasileiro foi feito por investigadores da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal da Bahia e analisou dados recolhidos em Salvador, mais propriamente nas emergências de um hospital do município brasileiro.

Os vírus do Zika e da dengue estão relacionados, com as transmissões a serem feitas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti.

De acordo com o jornal Globo, até março de 2015, cerca de 25% dos pacientes (484 de 1937) analisados estavam infetados com a dengue. Nos dois anos seguintes, até 2017, a frequência da infeção foi reduzida para 3% (43 de 1334). O período coincide com a chegada do vírus Zika ao brasileiro.

O jornal brasileiro revela ainda que, como os casos de chikungunya, também transmitidos pelo Aedes aegypti, continuaram a existir e até mesmo crescer, o mosquito não desapareceu daquela área. Isto descarta a possibilidade de que a incidência da dengue tenha diminuído em Salvador porque os mosquitos desaparecerem.

Apesar das descobertas, a equipa de investigadores defende que o estudo precisa de ser aprofundado para encontrarem evidências mais conclusivas.

Arquivo

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© Ivan Alvarado / Reuters

A investigação chinesa

Em novembro do ano passado, foi publicado um estudo na revista Nature Communications, na qual revelava uma série de testes feitos em ratos.

A investigação feita na Universidade de Wenzhou, na China, indicou de forma preliminar o inverso do estudo brasileiro: a infeção por dengue ajuda a proteger contra o vírus do Zika.

Em primeiro lugar, a equipa de investigadores infetou os animais com o vírus da dengue. Os ratos ficaram doentes, mas acabaram por recuperar da infeção, ou seja, adquiriram imunidade.

Depois deste passo, os mesmos animais foram infetados com o vírus do Zika. Os investigadores infetaram também outro grupo de ratos, que não tinham sido contagiados pela dengue.

Nos resultados, revelados pelo jornal brasileiro, o primeiro grupo apresentou uma carga reduzida do vírus Zika no sangue, nos tecidos e no cérebro.

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