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Polícia israelita vai poder reter corpos de atacantes palestinianos

Mussa Qawasma

Os deputados israelitas aprovaram uma lei que permite à polícia reter indefinidamente os corpos de palestinianos envolvidos em ataques, em vez de os devolver à família, indicou esta quinta-feira o Parlamento.

Num comunicado, o Knesset refere que o texto foi aprovado na noite de quarta-feira para hoje por 48 votos a favor e 10 contra.
Algumas horas antes, os deputados tinham aprovado uma outra lei, permitindo ao ministro do Interior retirar o estatuto de residente permanente a palestinianos de Jerusalém oriental "se estiverem envolvidos em atos de terrorismo".

Após o início de uma vaga de violência em outubro 2015, as forças israelitas por vezes retiveram, frequentemente durante meses, os corpos de palestinianos autores ou alegados autores de ataques anti-israelitas.

A prática divide o aparelho de segurança israelita, nomeadamente entre a polícia e o exército. Os partidários argumentam que os funerais são transformados numa glorificação da violência anti-israelita, enquanto os detratores objetam com o facto da prática alimentar as tensões.

De acordo com a lei apresentada por dois deputados da maioria de direita, os comandantes da polícia podem "por condições para restituir o corpo de um terrorista" e o cadáver pode "ser retido até a família aceitar os termos" do funeral, indicou o Knesset.

As autoridades já aplicaram aqueles procedimentos, impondo às famílias que o funeral fosse realizado à noite, com limite de presenças e sem telemóveis, por exemplo.

Youssef Jabarine, deputado da oposição da Lista Árabe Unida, criticou uma "lei delirante e draconiana de um governo também delirante".

A lei sobre a revogação do estatuto de residente permanente foi aprovada por 48 votos a favor e 18 contra.

Os mais de 300.000 palestinianos de Jerusalém oriental têm um estatuto à parte, não têm nacionalidade palestiniana nem israelita.

Por considerar que eles vivem no seu território, devido à anexação não reconhecida pela comunidade internacional, Israel concede-lhes autorizações de residência permanente que lhes dá acesso a direitos sociais. Estão sujeitos a impostos, mas não podem votar nas eleições nacionais israelitas.

As autoridades podem revogar aquele estatuto se considerarem, por exemplo, que uma pessoa passou demasiado tempo no estrangeiro.

Lusa

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