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Espião duplo envenenado continuava a contactar com serviços secretos britânicos

Henry Vaughan

O ex-espião russo envenenado com um agente químico no Reino Unido, Sergei Skripal, encontrava-se todos os meses num restaurante com o seu antigo contacto nos serviços secretos britânicos, o MI6, noticiou hoje o diário The Times.

Serguei Skripal, de 66 anos, e a filha Yulia, de 33 anos, foram encontrados no domingo, inconscientes num banco de um centro comercial em Salisbury (sul do Reino Unido), e sem qualquer ferimento visível.


A polícia revelou que Skripal e a filha foram envenenados com um agente que ataca o sistema nervoso, sem adiantar mais detalhes acerca da substância.
Skripal, de 66 anos, que continua hospitalizado em estado muito grave, foi detido na Rússia em dezembro de 2004 por revelar segredos ao MI6 e refugiou-se no Reino Unido depois de ser libertado em 2010 numa troca de espiões.


O ex-agente dos serviços secretos russos, que vivia na localidade inglesa de Salisbury, e o seu antigo "contacto" britânico conversavam de forma regular em inglês e em russo sobre certos negócios na Polónia, entre outros assuntos, segundo o The Times, que sublinhou existirem dúvidas sobre se Skripal continuava a trabalhar nos serviços secretos.


A sua filha, Yulia, de 33 anos, também permanece internada com prognóstico muito grave, enquanto o sargento da polícia Nick Bailey, que esteve exposto ao agente químico, continua em estado grave, apesar de o seu estado ter melhorado e de ter já conseguido falar com os investigadores.


A ministra do Interior britânica, Amber Rudd, presidirá hoje à tarde a uma comissão de emergência para analisar o avanço da investigação sobre este assunto, coordenada pela unidade antiterrorista da polícia britânica e na qual colaboram cerca de duzentos militares.


Os agentes analisaram o túmulo em Salisbury da esposa de Skripal, Liudmila, que, segundo o The Times, morreu de cancro aos 60 anos, em 2012.


Oficiais com factos de proteção contra agentes químicos retiraram flores do memorial dedicado ao filho do espião duplo, Alexandr, que faleceu devido a uma insuficiência hepática em São Petersburgo no ano passado, com 43 anos, e cujas cinzas foram transladadas para o Reino Unido.


Os investigadores tentam agora identificar onde foi fabricado o agente químico para tentar estabelecer quem está por detrás do envenenamento.

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