sicnot

Perfil

Mundo

Exército turco diz ter cercado o centro de Afrine

Khalil Ashawi / Reuters

O exército turco anunciou hoje ter cercado o centro da cidade síria de Afrine, capital do enclave com o mesmo nome que desde 20 de janeiro é palco de uma ofensiva turca contra milícias curdas sírias.

"O centro de Afrine está cercado", declarou o exército turco num comunicado citado pelos media turcos, no qual assegura ainda controlar "áreas de importância crítica" para a operação.

A Turquia combate ao lado de milícias sírias chamadas Exército Livre da Síria (ELS) contra as Unidades de Proteção do Povo (YPG), grupo aliado de Washington na luta contra o grupo extremista Daesh, mas que Ancara considera terrorista devido ao alegado vínculo com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), guerrilha curda na Turquia.

O porta-voz do Governo turco, Bekir Bozdag, declarou na segunda-feira que as forças armadas turcas tomaram o controlo de mais de metade da região de Afrine, no noroeste da Síria.

Na sexta-feira, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que as forças de Ancara poderiam entrar "a qualquer momento" na cidade, mas os observadores manifestaram preocupação com um eventual assalto direto à cidade, onde ainda se encontram milhares de civis.

Desde o início da operação, apelidada de 'Ramo de Oliveira', a Turquia diz ter perdido 43 soldados e "neutralizado", ou seja capturado o abatido, 3.393 combatentes curdos, número que não pode ser verificado de forma independente.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que tem uma vasta rede de fontes no terreno, 391 combatentes das YPG morreram em combate.

Mais de 205 civis morreram na operação, que já deixou mais de 16.000 deslocados, segundo a mesma fonte.

Lusa

  • Desespero e euforia marcaram o 8.º dia de Mundial
    0:50
  • Lisboa vence prémio Capital Europeia Verde de 2020

    País

    A cidade de Lisboa venceu o prémio de Capital Europeia Verde de 2020, anunciou o comissário da União Europeia para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, numa cerimónia que decorreu em Nijmegen, na Holanda.

  • Trump culpa democratas pela separação de pais e filhos
    0:22