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PM palestiniano encurta visita a Gaza após atentado, Fatah responsabiliza Hamas

O carro onde seguia o primeiro-ministro palestiniano alvo de atentado

Mohammed Salem / Reuters

O primeiro ministro da Autoridade Palestiniana, Rami Hamdallah, encurtou hoje uma rara visita à Faixa de Gaza, depois da explosão de um artefacto à passagem da caravana governamental, indicou fonte da delegação.

Fontes citadas pela agência noticiosa France-Presse (AFP) indicaram que a explosão provocou ferimentos ligeiros em sete pessoas.

Hamdallah e o chefe dos serviços de informações palestiniano Majid Faraj, que também se encontrava na comitiva de visita a Gaza, não ficaram feridos.

Hamdallah estava em Gaza para inaugurar uma fábrica no norte da região.

Khalil Hamra

Fatah responsabiliza Hamas

A Fatah já considerou o incidente como uma "tentativa de assassinato" e responsabilizou "militantes" do Hamas em Gaza pelo "ataque cobarde" à caravana, aumentando a já tensa relação entre as duas fações palestinianas.

O Hamas, por seu lado, ainda não respondeu às acusações da Fatah, mas confirmou o incidente, condenou a explosão, considerando-a "um crime e uma tentativa para prejudicar os esforços de união e reconciliação", e prometeu uma investigação "urgente".

O chefe da segurança do Presidente Mahmoud Abbas, Majed Farraj, presente no incidente, adiantou, por seu lado, ser "ainda cedo" para determinar a responsabilidade da explosão.

Hamdallah, que tem a sua base na Margem Ocidental (Cisjordânia), garantiu já que nada o impedirá de visitar a Faixa de Gaza.

"Viremos sempre que tivermos de vir a Gaza", frisou.

Nos últimos meses, as duas fações rivais têm envidado esforços de reconciliação, depois da divisão, em 2007, quando o Hamas tomou o controlo de Gaza às forças da Fatah, mas as tentativas têm sido sempre boicotadas por diferentes razões.

Lusa

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