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Líder xiita do Irão considera Trump, Macron e May "criminosos"

"É o que dizemos há mais de 30 anos: que há corrupção política, económica, moral e social no sistema de poder dos Estados Unidos. Este cavalheiro [Donald Trump] chegou e tornou tudo isto evidente, antes e depois das eleições." Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irão, 07-02-2017

O guia supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, classificou hoje os líderes dos Estados Unidos, Reino Unido e França - Donald Trump, Emmanuel Macron e Theresa May - como "criminosos", responsabilizando-os pessoalmente pelo ataque executado na Síria. O Governo iraniano já advertiu para as “consequências regionais” do ataque ocidental à Síria, considerando-o uma “flagrante violação do direito internacional”.

ay - como "criminosos", responsabilizando-os pessoalmente pelo ataque executado na Síria.

"O ataque desta madrugada contra a Síria é um crime e declaro que o Presidente americano, o Presidente francês e a primeira-ministra britânica são criminosos", mas "não conseguirão nada e não retirarão qualquer benefício" deste ataque com mísseis, afirmou Khamenei, após uma reunião com os principais líderes políticos e militares do país.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram hoje uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghuta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.O presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à "ação monstruosa" realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar "o tempo que for necessário".

O embaixador da Rússia em Washington, Anatoli Antonov, advertiu que este ataque "não ficará sem consequências".Peritos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) tinham previsto iniciar hoje uma investigação sobre o alegado ataque com armas químicas. A missão recebeu um convite do Governo sírio, sob pressão da comun

idade internacional. Mais de 40 pessoas morreram e 500 foram afetadas no ataque de 07 de abril contra a cidade rebelde de Douma, em Ghuta Oriental, que segundo organizações não-governamentais no terreno foi realizado com armas químicas.

A oposição síria e vários países acusam o regime de Al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco nega e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que o ataque foi encenado com a ajuda de serviços especiais estrangeiros.

Lusa

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