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Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico diz que ataque ocidental na Síria foi "inteiramente acertado"

Boris Johnson em declarações aos jornalistas à entrada para a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.

Virginia Mayo

Boris Johnson, ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, considerou hoje "inteiramente acertada" a intervenção militar ocidental na Síria, defendendo que já era o momento de dizer não ao uso de armas químicas por parte do regime de Bashar al-Assad.

"Olhando para as imagens do que aconteceu em 7 de abril, a decisão de França, Reino Unido e Estados Unidos de lançar ataques calibrados e proporcionais contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas pelo regime de Bashar al-Assad foi inteiramente acertada. Foi completamente a decisão certa para o Reino Unido, e para o Mundo", afirmou Boris Johnson à entrada para a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, que se realiza no Luxemburgo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico frisou que a intervenção militar realizada há dois dias "não foi uma tentativa de alterar o curso do conflito na Síria", "de promover uma alteração de regime" ou de afastar Bashar al-Assad.

"Foi a forma de o Mundo dizer que não vai tolerar mais o uso de armas químicas. O recurso a armas químicas por parte do regime de al-Assad prolongou-se por demasiado tempo e era o momento de dizermos não", completou.

Johnson mostrou-se ainda muito grato "pelo forte apoio internacional" aos ataques, realizados no sábado por Estados Unidos, França e Reino Unido, com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico no país, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghouta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

A ofensiva de sábado na Síria consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O presidente dos EUA, Donald Trump, justificou o ataque como uma resposta à "ação monstruosa" realizada pelo regime de Damasco contra a oposição.

Segundo o secretário-geral da NATO, a ofensiva teve o apoio dos 29 países que integram a Aliança.

Na sequência destes ataques, e a pedido da Rússia, realizou-se uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU, na qual foi rejeitada uma proposta de condenação da ofensiva militar, apresentada pelos russos.

No domingo, o presidente russo, Vladimir Putin, avisou que novos ataques à Síria por países europeus e Estados Unidos pode provocar "o caos" nas relações internacionais, enquanto o líder sírio acusou os Estados Unidos e os seus aliados de lançarem uma "campanha de falácias e mentiras" após a ofensiva militar lançada no sábado por Washington, Londres e Paris.

Hoje, será entregue ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a Síria, que inclui um novo mecanismo de controlo sobre o uso de armas químicas.

O texto, redigido pela França, abrange três áreas: química, humanitária e política, segundo fontes diplomáticas.

Lusa

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