Mundo

"Assim que percebi que o amava, deixei a paróquia"

ANGEL MEDINA G

Giuliano Costalunga era padre na igreja Selva di Progno na região de Lessinia, em Itália, até que resignou ao sacerdócio. Em fevereiro deste ano escreveu uma carta ao bispo de Verona a anunciar oficialmente que estava a abandonar a sua condição de pároco para casar com Paolo, um paroquiano que em tempos o ajudava.

A história remete ao ano de 2016, quando Giuliano abandonou a paróquia pela qual era responsável para viver com Paolo. Os dois conheceram-se no hospital, numa altura em que fazia tratamentos para curar um cancro.

Numa entrevista às agências de notícias EFE e EPA, contou que a amizade se foi transformando em amor. "Assim que percebi que o amava, deixei a paróquia, comecei a morar com ele, e embora não tivesse paróquia fixa, ainda era padre e celebrava missas quando me chamavam", explicou.

ANGEL MEDINA G

Não foi fácil para Giuliano abandonar o sacerdócio, confessando que foi com dor que viveu o momento, mas convicto de que esta relação terá sido abençoada por Deus. "O nosso amor é um amor em Deus. O que há de maravilhoso no nosso amor é que não é um amor a dois, é um amor a três".

Giuliano e Paolo vivem agora nas Canárias, sítio escolhido pela liberdade e abertura da comunidade aos homossexuais. O casal conta que vai à missa todos os domingos na paróquia de San Fernando de Maspalomas, e não abdicam da comunhão. "Para nós, é fundamental ter Deus nas nossas vidas".

ANGEL MEDINA G

  • "Nada de mau vai sair do encontro" com Vladimir Putin
    2:23

    Mundo

    A horas da cimeira com Vladimir Putin na Finlândia, Donald Trump diz não ter grandes expectativas mas assegura que nada de mau sairá do encontro. Numa entrevista à CBS, o Presidente norte-americano coloca a União Europeia a par da Rússia e da China como inimigos dos Estados Unidos.

  • Médicos nas prisões para rastrear e tratar reclusos com VIH e hepatites

    País

    Os médicos infeciologistas, gastrenterologistas e internistas vão passar a deslocar-se às prisões para cuidar dos reclusos infetados com VIH e hepatites B e C e vão realizar-se rastreios à entrada, durante e final da reclusão. Este modelo vai estar em vigor em 45 estabelecimentos prisionais do continente.

  • Gaza de novo à beira da guerra
    2:30