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Tempos de iliberalismo

De que é que hoje se fala na Europa? De migrações, invasões, muros, arame farpado, naufrágios, vigilância. Também se fala da Grécia, do Syriza, do resgate e da troika. Não se fala de muito mais. Talvez um pouco dos planos de François Hollande que quer «relaçar a Europa» com uma «vanguarda». Europa a várias velocidades, com vanguardas e rectaguardas. Já lá vai a ideia da coesão...

Nunca pensei duvidar do projecto europeu, da construção europeia. Hoje, duvido. A nomenclatura que a gere, e a tornou uma má empresa, está mais empenhada em contabilidades de ciência duvidosa, em moralidades perversas e adiamentos persistentes. A Europa está demasiado velha e nem por isso aprende com a sua história. Nem por isso ganhou consciência de que as duas guerras mundiais, que a atravessaram no século passado foram, antes de tudo, duas guerras civis europeias. A vitalidade democrática, económica e social que se foi construindo no pós-guerra não resultou do levantamento de muralhas. A cortina de ferro foi apenas sinónimo de miséria e opressão. Esta Europa de vistas curtas multiplica muros e arame farpado, mesmo no seu interior. Assiste impávida a Estados membros que revogam os mais elementares princípios democráticos. A Hungria pôs em causa a independência dos tribunais, do banco central e da comunicação social. Aproxima-se da Rússia de Putin, quer recuperar a pena de morte, move combate aos imigrantes e está a construir um muro na fronteira da Sérvia, que deverá ter mais de 400km.

A nossa Europa está a perder-se. Quanto mais fala em integração política, quanto mais vota por unanimidade, mais levanta fronteiras, mais se perde na contabilidade doméstica e se fica pelos interesses nacionais. Os naufrágios do Mediterrâneo, o arame farpado de Calais e o muro húngaro são a metáfora europeia. Quanto mais se fecha e esquece a sua história menos olhar de futuro tem. Já estivemos mais longe de uma dissolução europeia… Ou do «iliberalismo», de que se orgulha o líder húngaro Viktor Orbán.

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