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O divisionista que pretende unir?

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Donald Trump sobe esta madrugada ao palco da convenção republicana em Cleveland com o desafio de fazer numa noite o que não conseguiu fazer numa semana: unir o partido em redor da sua candidatura à Casa Branca.

A maior dificuldade reside, logo, no facto de Trump e o seu candidato a vice-presidente, Mike Pence, discordarem em várias questões centrais à sua campanha como:

  • - compromissos internacionais dos EUA (Trump contra a NATO; Pence a favor);
  • - Guerra do Iraque (Trump foi a favor, agora é contra; Pence foi sempre a favor):
  • - acordos internacionais de comércio (Trump contra; Pence a favor);
  • - direitos dos homossexuais (Trump mais conciliatório; Pence totalmente contra).

© Jonathan Ernst / Reuters

Como unir o partido, se os candidatos são politicamente desavindos?

Pence foi escolhido para tentar manter ao candidato republicano, os conservadores que desconfiam da sua consistência ideológica. Ele representa a ala conservadora do partido mais próxima de Ted Cruz, o senador do Texas e rival de Trump, cujo discurso divisionista deixou a convenção a ferver na noite de quarta-feira. Ted Cruz subiu ao palco, falou durante 20 minutos mas não apelou ao voto em Donald Trump. Quando, no final da sua alocução, exortou a audiência a votar de acordo com a sua consciência, foi apupado e vaiado. No regresso ao camarote onde assistia à convenção, foi insultado por outros convidados e um deles tentou agredi-lo. A sua mulher, que assistia ao discurso entre os delegados, foi ameaçada e abandonou o local sob escolta de um delegado de Virginia e da policia.

Os incidentes são resultado de meses de primárias marcadas por insultos entre Cruz e Trump. Trump insultou repetidamente Cruz e a sua família - sobretudo a mulher e o pai - e Cruz respondeu chamando a Trump um “cobarde ranhoso” e um “mentiroso patológico”. Mas também resultam da ambição de Cruz: se Trump for derrotado por Hillary Clinton, Cruz quer ser o considerado candidato óbvio de 2020. Para ele, uma vitória de Clinton será maná do deserto, porque se Trump vencer, Cruz está politicamente acabado.

Mas a questão mais imediata é a de um candidato à procura de uma vitória, sem uma aparente estratégia para além de hostilizar os diversos eleitorados de que precisa. As sondagens não dão a Trump a maioria nas eleições de Novembro e para vencer precisa de dilatar o seu eleitorado. Por enquanto ainda não o fez.

A convenção foi marcada por distrações e desunião - o que os dirigentes do partido não queriam, mas não parece incomodar Trump. Ele, que sempre foi um divisionista, disse várias vezes que não precisa de estender a mão a nenhuma facção do partido, porque pode vencer sozinho. Vencer sozinho. É esse o seu desafio para esta noite e as próximas 15 semanas. Para já, a desejada unidade do Partido Republicano em torno do seu candidato presidencial continua a ser coisa fugidia.

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