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Bernardo Ferrão

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Passos começou a fazer oposição

Bernardo Ferrão

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É inegável a habilidade política de António Costa mas no caso da TSU e do acordo de Concertação Social só cai quem quer. A verdade dos factos é que o primeiro-ministro fechou um acordo sabendo que não o podia cumprir. E agora tenta desviar-nos o olhar para o PSD, como se fosse ele o culpado, quando o problema está na geringonça. Antes de atacar Passos, Costa devia resolver os problemas em casa com o PCP e BE.

O líder do PSD está a fazer o que deve (e o que tanto lhe pediram): oposição.

Muitos têm visto na atitude social-democrata uma enorme incoerência. Perguntam: então o PSD que antes pôs em prática o alívio da TSU para os patrões, e que até se absteve na votação de 2016, vai agora chumbar uma medida semelhante? A verdade é que há diferenças na medida posta em prática pelo Governo de Passos e na que está agora em causa. Depois, é preciso lembrá-lo, também o PS se mostra incoerente: no passado os socialistas nem sempre defenderam reduções na TSU dos patrões. E no acordo que estabeleceram com as esquerdas (mais concretamente com o PEV) que viabilizou o governo, os socialistas assumiram o compromisso de não baixar a Taxa Social Única para as empresas.

António Costa sabia, por isso, que estava a negociar com os parceiros sociais o que não podia cumprir. Em vez de tentar uma verdadeira concertação, falando com o PSD e não o ignorando, preferiu o jogo político. Acreditou que o partido de Passos, devidamente pressionado, iria salvar a “negociata” que os parceiros das esquerdas se recusam a aceitar. E com razão, no fundo o Governo está a pôr o Orçamento do Estado, ou seja os contribuintes, a pagar um aumento do salário mínimo que devia ficar a cargo dos patrões.

A decisão de Passos é arriscadíssima. E os perigos são já bem visíveis. Será acusado de estar a matar a concertação social. Já está a dividir e muito o partido. Verá os patrões entrincheirados contra si. As IPSS não lhe vão perdoar. Mas Passos, coerente na sua teimosia, seguirá em frente. Doa o que doer. E dentro da incoerência da sua decisão, haverá uma coerência: Se Costa tem uma maioria no parlamento é com ela que deve entender-se. Se não o fizer, mostra que a geringonça pode não ser autossustentável.

Num ano decisivo para a sua liderança, Passos precisa de se fortalecer. A sua oposição tem andado perdida e raramente acerta – conseguiu-o em parte no processo da CGD. Ao ir contra o que defendeu no passado, Passos prescinde de um dos seus ativos, a responsabilidade, mas ganha nos danos que provoca na geringonça. Põe a nu a fragilidade da solução de António Costa. Se isso é suficiente para se relegitimar dentro do partido logo se verá, mas sem dúvida que recupera espaço e marca pontos. Talvez por isso tenha incomodado alguns sociais-democratas que se mostraram, violentamente, indignados com a atitude do líder. Julgavam-no morto e acabado, mas o líder social-democrata mostrou-lhes que está vivo. Os jornais escrevem que Marcelo está furioso. Não admira, Passos estragou-lhe a estabilidade que tanto preza (e precisa). E Costa percebeu o quão isolado pode ficar. O seu governo coeso e estável, parece-nos agora um governo de minoria.

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