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Pedimos desculpa, Sr. D.

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Pedro Cruz escreve ao Sr. D. e faz um (ou vários) pedido de desculpa por sermos o que somos.

Caro Sr. D.

Pedimos desculpa por sermos latinos.

Pedimos desculpa por sermos felizes com pouco e como poucos.

Pedimos desculpa pelas 1001 maneiras de cozinhar bacalhau.

Pelas feijoadas e pelos enchidos.

Pelos rojões e pelas migas.

Pelo arroz de marisco, de lavagante, de berbigão, e todo o tipo de arroz misturado com tudo e mais alguma coisa.

Pedimos desculpa pelo bom vinho.

Pedimos desculpa por termos esta mania dos pobres do sul de almoçar como deve ser.

E de jantar. Tarde. Às vezes, muito tarde. Muitas vezes começamos a jantar à hora a que o Sr. já está a dormir...

E de discutir à volta da mesa, de termos boas ideias, dos nossos brain-stormings não serem em salas fechadas com café fraco e bolinhos sem açucar, mas antes durante um belo jantar.

Pedimos desculpa por rir alto, discutir muito, falar com as mãos e nunca fechar assuntos porque temos sempre uma ideia melhor.

Pedimos desculpa pelo sol, pela praia, pelo clima, pela tranquilidade, pelo deixa andar (é certo que na hora H está tudo pronto, ainda que o pintor tenha acabado de retocar o cenário cinco minutos antes...).

Pedimos desculpa por marcar encontros e reuniões para uma hora muito portuguesa que é as das «dez, dez e meia», por certo algo muito pouco «norte europeu», mas que nos liberta de amarras de agendas e nos faz, veja bem, produzir mais em dez minutos diante de um café e um pastel de nata do que ter dezenas de engravatados fechados numa sala das dez em ponto às onze em ponto, como se as ideias, e a discussão, tivessem hora marcada.

Pedimos desculpa por «fazer das tripas coração», por «ter o coração perto da boca», por ir à luta de «peito aberto» (sugiro que não utilize o google tradutor para perceber estas expressões, porque senão vai ficar sem perceber nada. Aliás, se me permite, o problema é que me parece que não percebe mesmo nada).

Deixo-lhe ainda umas palavras cuja tradução também não vai encontrar no Google:

- Geringonça

- Saudade

- Desenrascanço

E pronto, era isto.

Tem toda a razão.

Pedimos desculpa.

PS: Também pedimos desculpa pelas mulheres bonitas (é do sol).

  • "É mais um notável tiro no pé de Passos Coelho"
    4:04

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite, a polémica em torno de Pedro Passos Coelho, depois do presidente do PSD ter pedido desculpas por ter "usado informação não confirmada", ao falar na existência de suicídios, depois desmentidos, como consequência da falta de apoio psicológico na tragédia de Pedrógão Grande. Sousa Tavares considera que Passos Coelho deu "mais um tiro no pé" e defende que o líder da oposição "está notoriamente desgastado" e "caminha para uma tragédia eleitoral autárquica".

    Miguel Sousa Tavares

  • Este texto é sobre o bom senso. O bom senso que faltou a Passos Coelho quando, esta manhã, depois de uma visita pelas áreas ardidas de Pedrógão Grande, decidiu falar em suicídios. Passos não se referiu a tentativas, mas sim a atos consumados. Deu certezas. Disse que tinha conhecimento de “pessoas que puseram termo à vida” porque “que não receberam o apoio psicológico que deviam.”

    Bernardo Ferrão

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