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Responsabilidades políticas começaram com o primeiro Governo de Cavaco Silva

Responsabilidades políticas começaram com o primeiro Governo de Cavaco Silva

Miguel Sousa Tavares esteve esta segunda-feira na edição especial da SIC Notícias sobre a tragédia de Pedrógão Grande. O comentador da SIC diz que é preciso meditar sobre o "erro coletivo" do país, não pensar no futuro; e defende que as responsabilidades políticas deste incêndio começaram em 1987, com o primeiro Governo de Cavaco Silva. Miguel Sousa Tavares defende ainda que Portugal precisa de parar para pensar.

O comentador da SIC acredita que as responsabilidades políticas pelo estado da floresta portuguesa começaram em 1987, com o primeiro Governo de Cavaco Silva.

Miguel Sousa Tavares diz que o ministro da Agricultura desta altura defendeu o abandono da agricultura a "troco de indemnizações" e que o da Indústria e Energia defendeu a "eucaliptização" do país, lembrando ainda que o ministro disse que os eucaliptos eram "o nosso petróleo verde".

O comentador aproveitou até para deixar uma mensagem a Mira Amaral: "o seu petróleo não é verde, é da cor do fogo".

Para Miguel Sousa Tavares, estes fatores estão todos ligados, pois acredita que vamos ter cada vez mais incêndios em zonas que a agricultura foi abandonada e onde não há ninguém.

O comentador da SIC criticou ainda o país e, em especial, os políticos que "insistem em não aprender a lição".

Apesar de estarem criadas as condições atmosféricas "perfeitas" para uma ignição, isto não justifica a dimensão da tragédia, segundo Miguel Sousa Tavares. O comentador defende a prevenção da floresta e acredita que houve uma falha de previsão meteorológica relativamente aos incêndios.

Sobre os sistemas de comunicações para situações de emergência, o comentador diz que o sistema, apesar de ter sido muito caro na altura em que foi comprado, falhou e impossibilitou o combate dos incêndios da" melhor maneira".

O corte dos sapadores, que fazem um trabalho essencial na prevenção, é uma das críticas do comentador.

Por fim, defende a mobilização das forças armadas, para trabalharem na prevenção.

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