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Em política nunca se agradece

Passos Coelho deixa hoje a liderança do PSD. Muitos dos que o apoiaram (?) desde que chegou à liderança do PSD, são os mesmos que, agora, sorriem perante o facto consumado. Perdeu. Já foi, que venha o próximo. Rei morto, Rei posto.

Hoje, já poucos se lembram da batalha contra Sócrates, que foi o todo-poderoso, o único homem do PS com maioria absoluta.
Hoje, já poucos se lembram dos PEC’s de Sócrates, da pré-bancarrota, do estado em que estava o país, do resgate, da Troika, dos dias e anos difíceis, do défice, do lixo das agências, da subida dos juros da dívida, de um Portugal de mão estendida.
Passos fez tudo bem?
Não.
Podia ter feito diferente?
Podia.
Fez o que soube ou o que o deixaram fazer.
O caderno de encargos era grande e pesado.
Conseguiu uma saída limpa.
Com custo, é certo, para nós todos, mas limpa.
Foi outra vez a votos.
E ganhou.
E foi derrubado.
E ficou.
Na tribuna, a discutir com o novo primeiro-ministro.
Agora perdeu.
Saiu.
E a memória vai ficar para uns quantos, que colecionam factos.
E fica escrita nos livros de história.
E permanece exposta na net para quem quiser ir procurar.
No dia a dia a memória esgota-se depressa.
Passos sai hoje.
Agora.
Já ninguém o vai «apoiar».
Já ninguém vai querer selfies e beijinhos, autógrafos e cumprimentos.
E ninguém lhe vai agradecer.
A política tem, entre outras coisas, dois vícios:
Memória curta e ingratidão.
Post Scriptum: Não, este não é um tributo nem uma homenagem a Passos Coelho. Podia ter sido escrito a propósito de dezenas de políticos que saem pela porta pequena depois de terem servido o país;
Este é um texto sobre a memória e a gratidão.
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