O que irá acontecer à selecção norte-coreana?

22.06.2010 14:42

Um dos possíveis destinos da selecção norte-coreana é ser internada num campo de concentração ou obrigada a uma mina de carvão, escreve a imprensa russa, desta vez com conhecimento de causa.

Estas afirmações fizeram-me recordar um episódio da história do futebol soviético, mais precisamente do jogo entre as selecções da URSS e da Jugoslávia em 1952, nas Olimpíadas de Helsínquia.



Nos oitavos de final, os jogadores soviéticos estavam a perder 1:5 frente aos jugoslavos, mas acabaram por empatar por 5:5, obrigando à realização de um jogo de desempate no dia seguinte. A URSS perdeu 1:3 e foi eliminada.



Nessa altura, a União Soviética era dirigida por José Estaline, um dos principais mestres de Kim Jong-il, e o ditador soviético não ficou indiferente a essa derrota. Participou inclusive na escolha das formas de castigo dos seus futebolistas.



Em 1948, Broz Tito, Presidente da Jugoslávia tinha, de facto, rompido as relações diplomáticas com a URSS, o que fez dele um inimigo especial de Estaline, levando a imprensa soviética a chamar-lhe "cão do imperialismo", etc..



Furrioso com a derrota, que considerou um "crime político, Estaline dissolveu a equipa de futebol do TsDSA (clube pertencente ao Exército Vermelho), que tinha dado à selecção 5 dos vinte jogadores e o treinador. Além disso, retirou o título de "mestre do desporto" a grandes nomes do futebol soviético como Petrov, Arkadiev, Bachachkin, Nikolaev, Beskov e Krijevski.



Mais, foi ordenada a destruição de todos os filmes e fotos desse jogo na União Soviética.



Kim Jong-il já começou a imitar o seu mestre: os órgãos de informação norte-coreanos não comunicaram o resultado do jogo entre a Coreia do Norte e Portugal e foi suspensa a transmissão de outros jogos da selecção nacional.



Resta agora saber se o ditador coreano vai seguir o exemplo do seu pai Kim Il-sung, que enviou para um campo de concentração os jogadores que perderam a partida frente a Portugal em 1966, ou revelará tanta "misericórdia" como Estaline, que se limitou a tomar "medidas administrativas"...



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