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Bernardo Ferrão

Vaca aterra(dora)

Com uma vaca voadora – qual geringonça! - António Costa quis e quer convencer-nos a todos que não há impossíveis. Mais: quando se assinalam 6 meses de Governo, acrescentou que o seu executivo tem cumprido o compromisso.

Vamos por partes. Qual compromisso? O de fazer crescer o país não é certamente. O PIB só cresceu 0,1 por cento no primeiro trimestre, isto é, estagnou. Também os dados da execução orçamental mostram que não vamos no bom caminho. Até já o "amigo" Marcelo veio sugerir a revisão das previsões otimistas. É verdade que o projeto de Costa foi desvirtuado também por culpa de Bruxelas que, com a sua visão única, obrigou a medidas que claramente descafeinaram o modelo assente no poder de compra e "consequente" crescimento da economia. Mas realidade é o que é, e de facto a evolução do PIB desilude e a execução do Orçamento entra na zona de risco. Pergunto-me se não era mais sensato repensar agora as contas antes que as coisas se agudizem - os mercados continuam de olho em nós.

Mais do que os impossíveis, prefiro concentrar-me nos possíveis. Sim, foi possível devolver rendimentos – com a subida de vários impostos - e carregar nas chamadas reversões, algumas com sérios de custos para a confiança. Mas o que tem mais para oferecer este executivo?

Quando um governo é eleito espera-se que traga alguma coisa. Que construa, que acrescente e que não se limite a desfazer o que foi feito. Há muito para reformar neste país, desde logo no Estado e na sua despesa (nos anos da troika a exigência de fazer o ajustamento 2/3 pelo lado da despesa e 1/3 pelo lado da receita não foi cumprida), na segurança social, nas empresas públicas, cuja restruturação só foi feita parcialmente.

Mas nada disto será feito por um governo que não encontrará consensos com a oposição e que se mostra de mãos atadas, refém dos equilíbrios externos e internos - e com os sindicatos vigilantes e dispostos a combater qualquer medida que comprometa a sua sobrevivência.

Costa pode orgulhar-se: já passaram 6 meses. Já? Vários obstáculos foram ultrapassados, mas os sinais não são os mais positivos. Pode melhorar? Esperemos que sim. O desemprego continua alto, as taxas de juro já estiveram mais confiantes, o PIB não descola, as exportações caem, o investimento estrangeiro segue o mesmo caminho.

Tenho sérias dúvidas que a tempestade chegue da frente externa – a Europa está confrontada com problemas bem mais graves do que Portugal -, acredito sim que a fenda pode abrir-se na frente interna. Sem crescimento e emprego tudo fica em causa. E tudo passa a ter de ser equacionado.

No passado ouvimos falar de vacas que riam. Agora de vacas voadoras. Espero que o futuro não nos traga vacas aterra...doras.

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