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Joaquim Franco

Joaquim Franco

  • Entre a morte e o amor

    Opinião

    Apesar da rapidez da era digital, da velocidade, de uma comunicação revelada em deslumbramento, há um calendário que reclama o tempo da tradição, da memória. Neste espaço, que é o nosso, de uma cultura com pilares nas narrativas cristãs, reafirma-se por estes dias a morte como valor. Não como mera inevitabilidade, mas como valor.

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  • Marcelo e a Liberdade Religiosa

    Joaquim Franco

    A mais antiga procissão do Senhor dos Passos em Portugal teve entre os fiéis participantes o “eleito” Presidente da República. À porta da igreja de São Domingos garantiu, questionado pela SIC, que vai continuar a participar em manifestações públicas de fé, “a título pessoal”. Não sendo um estado confessional, “todos os que têm responsabilidades podem exercer a sua liberdade religiosa”, explicou.

    Joaquim Franco

  • "Não se deixe engordar!"

    Joaquim Franco

    Por prudência, fui mais cedo. Havia a promessa de um jantar e era melhor conhecer o ambiente, perceber os objetivos da conferência. O "professor Marcelo" seria a figura central da noite. Recordo o momento da chegada dele à igreja de Algueirão. Quando entrou, cumprimentou toda a gente. Na verdade não teria como não o fazer. Toda a gente foi ao encontro dele e ele deu tempo a toda a gente.

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  • Cidadãos e Religiosos

    Joaquim Franco

    Na encíclica Laudato Si, o Papa Bergoglio desenvolve a ideia de uma nova cidadania quando apresenta o estranho paradigma de um "amor civil e político". O desafio é sobretudo dirigido aos crentes. Diz ele que "o amor, cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor", como "amor à sociedade" e "compromisso pelo bem comum"(art. 231).

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  • O desafio da cedência

    Joaquim Franco

    O discurso religioso, à semelhança do discurso político, reveste-se de uma semiótica de extrema cautela. O breviário político, como o religioso, está cheio de certezas absolutas, de teimosas balizas que enquadram a incapacidade de admitir - nas ideias, nos procedimentos, nos hábitos... - que a cedência faz parte da dinâmica do encontro, para fazer do tempo que passa um tempo de oportunidade. Não é fragilidade, nem é só contingência. Mas também não é opção. É uma boa inevitabilidade da existência humana. Num breve momento em que as barreiras do preconceito, político ou religioso, fossem tão inflexíveis que não permitissem o diálogo, não seriamos, sequer. É por aí que o homem se diz, que o homem se revela. Solidário, sem estar refém das ideias, mas sendo protagonista da história, que sendo também uma história de ideias, é antes uma história de relações, de cedências.

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  • Expectativas de um Sínodo

    Joaquim Franco

    Em conversas mais demoradas ou na rapidez de um café, é com frequência que alguém nos assalta com a pergunta. Até onde vai o Papa? O drama da Igreja e de Bergoglio passa também pela gestão de expectativas.

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  • Para lá das "aparições"

    Joaquim Franco

    Todos os maios trazem contas. Multidão, pouca gente, mais luz, menos lenço, a devoção subsiste nas mediáticas concentrações, legitima-se no tempo, para lá das aparições televisivas, das narrativas iniciais de um "maravilhoso sobrenatural" (1) e dos interesses económicos instalados numa tão grande e cíclica movimentação de pessoas. 

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  • Castas...

    Joaquim Franco

    A criação de “castas” nada tem de “autenticamente eclesial”. Nem é preciso conhecer a vida, os hábitos e os vícios acumulados ao longo da história. A mensagem de Francisco é clara. Mas as palavras do Papa não são apenas para os novos cardeais da Igreja, nem sequer apenas para os cristãos a quem ele se dirige em primeiro lugar.

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  • Feridos num crepúsculo

    Joaquim Franco

    Com que tom, sons e imagens preservaremos a memória? Que aprendizagem faremos dos cinco dias que precipitaram emoções e ergueram os silêncios do mundo? São dias de reflexão. De uma necessária reflexão multidisciplinar. Profunda, abrangente, transversal e não condicionada. O mundo fez a celebração planetária de uma dor lancinante. A liberdade ferida simbolicamente no coração. O novo ano nasceu para confundir o mundo. "O mundo que se move pela religião e o outro que não entende a religião" (OLR).  Que será do "génio meigo e profundo" na "querida" Europa cantada por Fausto, a mesma Europa que foi palco das maiores atrocidades com o combustível da religião, mas soube cruzar também a razão com a fé naquele que será um dos seus maiores legados para a humanidade?

    Joaquim Franco