País

Hospital São Gonçalo sem cirurgiões ao fim-de-semana para poupar nas horas extra

O Hospital de São Gonçalo, em Amarante, vai deixar de ter cirurgiões a partir da meia noite de hoje para reduzir os custos com as horas extraordinárias, mas a mudança "não vai afetar os doentes", garante a administração.

"Ao fim de semana os dois ou três cirurgiões que são precisos para garantir as 24 horas do serviço não tinham grande trabalho, raramente eram chamados a intervir, e isso significa que oneravam muito as contas do hospital em termos de horas extraordinárias" , justificou à agência Lusa a porta-voz da unidade de saúde.



"Somos quase obrigados a racionalizar os recursos ao nível das horas extraordinárias, que representam um valor elevadíssimo que, em termos de prestação de cuidados de saúde, não tem retorno" , acrescentou a mesma fonte, garantindo, no entanto, que "os doentes não são afetados nem a qualidade das prestação de cuidados de saúde é prejudicada" .



Assim, a partir de 1 de agosto, "as necessidades dos doentes passam a ser tratadas com recurso aos profissionais do hospital de Penafiel" , que em conjunto com o de Amarante compõem o Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, adianta.



Assim, em vez de haver um cirurgião disponível para os pequenos casos que normalmente são resolvidos localmente, é chamado um cirurgião que percorre os 30 kms que distam entre Penafiel e Amarante para acorrer às necessidades.



Os casos mais graves, como sempre aconteceu, são transferidos para o hospital de Penafiel, que é um hospital distrital e que, por isso, está mais equipado para responder às necessidades mais complexas.



(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

Lusa
  • "Nada de mau vai sair do encontro" com Vladimir Putin
    2:23

    Mundo

    A horas da cimeira com Vladimir Putin na Finlândia, Donald Trump diz não ter grandes expectativas mas assegura que nada de mau sairá do encontro. Numa entrevista à CBS, o Presidente norte-americano coloca a União Europeia a par da Rússia e da China como inimigos dos Estados Unidos.

  • Médicos nas prisões para rastrear e tratar reclusos com VIH e hepatites

    País

    Os médicos infeciologistas, gastrenterologistas e internistas vão passar a deslocar-se às prisões para cuidar dos reclusos infetados com VIH e hepatites B e C e vão realizar-se rastreios à entrada, durante e final da reclusão. Este modelo vai estar em vigor em 45 estabelecimentos prisionais do continente.

  • Gaza de novo à beira da guerra
    2:30