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01.06.2010 15:11
Governo conta encerrar 900 escolas até ao final do processo de reorganização
Isabel Alçada, ministra da Educação
Isabel Alçada, ministra da Educação
A ministra da Educação afirmou hoje que no final do processo de reorganização da rede escolar mais de 900 escolas básicas com menos de 21 alunos poderão encerrar, abrangendo um universo máximo de 15 mil crianças. Isabel Alçada garante que as crianças que serão transferidas por motivo de encerramento da sua antiga escola ficarão instaladas em melhores estabelecimentos de ensino.
"No final do processo (de reorganização) da rede escolar, deverão estar cerca de 900 escolas encerradas, mas este universo só corresponde a 3,5% das crianças que frequentam o primeiro ciclo", declarou Isabel Alçada, em conferência de imprensa.
Falando no final do Conselho de Ministros, que aprovou a resolução para o encerramento das escolas públicas do primeiro ciclo do ensino básico com menos de 21 alunos, Isabel Alçada defendeu que estão em situação de iminente transferência de estabelecimento de ensino "muito poucas crianças".
"Ao falar-se em 900 escolas, o número parece elevado. Mas estamos a falar de 3,5% do universo do primeiro ciclo, que rondará as 400 mil crianças (cerca de cem mil por ano de escolaridade)", observou a titular da pasta da Educação.
Na conferência de imprensa, a ministra da Educação disse já ter acordo com as autarquias para o encerramento imediato de cerca de 400 escolas.
"Mas há mais escolas em que é provável também esse mesmo acordo, o que poderá elevar o número a mais de 500 escolas este ano", acrescentou.
Ministra diz que as crianças serão transferidas para melhores escolas
A ministra da Educação afirmou que as 10 mil crianças que serão transferidas por motivo de encerramento da sua antiga escola ficarão instaladas em melhores estabelecimentos de ensino, embora apenas uma parte seja colocada em novos centros escolares.
Isabel Alçada foi confrontada sobre o destino a dar às crianças cuja escola seja encerrada, mas que não tem no seu município um centro escolar novo.
A ministra da Educação respondeu então que os centros escolares que já existem "vão acolher uma parte" das cerca de 10 mil crianças que serão deslocadas.
Segundo Isabel Alçada, nos casos em que os municípios ainda não possuam centros escolares totalmente concluídos, "haverá uma análise de qual será a melhor solução (alternativa)".
"Em conjunto com a autarquia, vamos verificar qual a solução para essas crianças poderem beneficiar de um equipamento melhor. Mas a ideia é sempre melhorar as condições que se oferecem às nossas crianças, em articulação com as instituições de proximidade dos cidadãos", disse.
Na conferência de imprensa, a ministra da Educação referiu que, em casos excepcionais, escolas com menos de 21 alunos poderão continuar a funcionar.
"Mas a intenção do Ministério da Educação é que todas as crianças portuguesas beneficiem se escolas com todos os requisitos que a educação do século XXI exige: salas com equipamentos adequados, espaços de biblioteca, refeitórios e espaços para o exercício de desporto", apontou.
Em termos políticos, Isabel Alçada salientou que esta medida visa "a equidade e a igualdade de oportunidades" no acesso à educação por parte das crianças.
No total, existem 3200 escolas do 1º ciclo, das quais 600 têm menos de 20 alunos. Em Portugal, frequentam o 1º ciclo cerca de 470 mil crianças, estimando-se que esta medida afecte no máximo dez mil crianças.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
Com Lusa
Falando no final do Conselho de Ministros, que aprovou a resolução para o encerramento das escolas públicas do primeiro ciclo do ensino básico com menos de 21 alunos, Isabel Alçada defendeu que estão em situação de iminente transferência de estabelecimento de ensino "muito poucas crianças".
"Ao falar-se em 900 escolas, o número parece elevado. Mas estamos a falar de 3,5% do universo do primeiro ciclo, que rondará as 400 mil crianças (cerca de cem mil por ano de escolaridade)", observou a titular da pasta da Educação.
Na conferência de imprensa, a ministra da Educação disse já ter acordo com as autarquias para o encerramento imediato de cerca de 400 escolas.
"Mas há mais escolas em que é provável também esse mesmo acordo, o que poderá elevar o número a mais de 500 escolas este ano", acrescentou.
Ministra diz que as crianças serão transferidas para melhores escolas
A ministra da Educação afirmou que as 10 mil crianças que serão transferidas por motivo de encerramento da sua antiga escola ficarão instaladas em melhores estabelecimentos de ensino, embora apenas uma parte seja colocada em novos centros escolares.
Isabel Alçada foi confrontada sobre o destino a dar às crianças cuja escola seja encerrada, mas que não tem no seu município um centro escolar novo.
A ministra da Educação respondeu então que os centros escolares que já existem "vão acolher uma parte" das cerca de 10 mil crianças que serão deslocadas.
Segundo Isabel Alçada, nos casos em que os municípios ainda não possuam centros escolares totalmente concluídos, "haverá uma análise de qual será a melhor solução (alternativa)".
"Em conjunto com a autarquia, vamos verificar qual a solução para essas crianças poderem beneficiar de um equipamento melhor. Mas a ideia é sempre melhorar as condições que se oferecem às nossas crianças, em articulação com as instituições de proximidade dos cidadãos", disse.
Na conferência de imprensa, a ministra da Educação referiu que, em casos excepcionais, escolas com menos de 21 alunos poderão continuar a funcionar.
"Mas a intenção do Ministério da Educação é que todas as crianças portuguesas beneficiem se escolas com todos os requisitos que a educação do século XXI exige: salas com equipamentos adequados, espaços de biblioteca, refeitórios e espaços para o exercício de desporto", apontou.
Em termos políticos, Isabel Alçada salientou que esta medida visa "a equidade e a igualdade de oportunidades" no acesso à educação por parte das crianças.
No total, existem 3200 escolas do 1º ciclo, das quais 600 têm menos de 20 alunos. Em Portugal, frequentam o 1º ciclo cerca de 470 mil crianças, estimando-se que esta medida afecte no máximo dez mil crianças.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
Com Lusa
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