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Guardas Prisionais em vigília junto ao Ministério da Justiça

Cerca de uma centena de guardas prisionais estão hoje concentrados em frente ao Ministério da Justiça em vigília para exigir alterações ao estatuto profissional.

Guardas Prisionais  exigem o pagamento do subsídio de turno. (Lusa/Arquvo)

Guardas Prisionais  exigem o pagamento do subsídio de turno. (Lusa/Arquvo)

MARIO CRUZ

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo dos Guardas Prisionais  (SNCGP), Jorge Alves, disse à agência Lusa que a vigília, que começou por volta das 10:00 e termina às 18:00, está a "ultrapassar todas as expetativas", tendo em conta que estão presentes guardas prisionais do Algarve, Porto, Guarda, Alcoentre e região de Lisboa.

Jorge Alves adiantou que os guardas prisionais exigem que o estatuto  profissional seja negociado e até agora o MJ "ainda não demonstrou claramente  essa vontade dado que remetem para mais tarde" a resolução da questão. 

Segundo o sindicalista, o MJ apenas iniciou, juntamente com a Direção  Geral dos Assuntos Prisionais, a discussão dos horários de trabalho, outra  das reivindicações destes profissionais há mais de quatro anos. 

Além dos guardas prisionais no ativo, marcam também presença na vigília  alguns dos candidatos a esta profissão e que aguardam há cerca de oito meses  por uma resposta por parte do ministério. 

Jorge Alves afirmou que em fevereiro foi publicada em Diário da Republica  a lista provisória dos 263 candidatos selecionados e "até à data não tiveram  qualquer conhecimento do início do curso de guardas". 

Segundo o presidente do SNCGP, o MJ tem dito "indiretamente que atualmente  não era possível fazer ingressar o pessoal para o curso de guardas", mas a proposta do Orçamento de Estado para o próximo ano prevê o recrutamento  de pessoal em caso de necessidade. 

Dados do sindicato referem que em 2002 saíram 800 guardas prisionais para a reforma e desde essa data só entraram 265 novos elementos. 

A vigília é o segundo protesto realizado em menos de uma semana pelos guardas prisionais, que estiveram de greve nos dias 28, 29, 30 e 31 de outubro  e 01 de novembro. 

O SNCGP tem convocado o segundo período de greve para sábado, estando  também a ponderar aderir à paralisação nacional de 24 de novembro. 

Jorge Alves destacou ainda os recentes estudos que dão conta de que  pelo menos 47 por cento do pessoal do corpo dos guardas prisionais está  arrependido ter vindo para esta profissão. 

Na quarta-feira, o Ministério da Justiça acusou o SNCGP de ter realizado cinco dias de greve "ao arrepio dos princípios de boa fé", tendo em conta que estavam a decorrer negociações. 

Lusa

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