17.06.2011 19:16

Álvaro Santos Pereira, economista e professor no Canadá, assume Economia 

O economista Álvaro Santos Pereira, docente  de Desenvolvimento Económico e Política Económica na Simon Fraser University,  em Vancouver, autor do blogue "Desmitos" e de vários livros é o novo ministro  da Economia.  

Natural de Viseu, com 39 anos, é professor associado na Simon Fraser  University e professor visitante de Macroeconomia na University of British  Columbia, ambas no Canadá.  

Licenciado em Economia pela Universidade de Coimbra e doutorado em Economia  pela Simon Fraser University, também lecionou Economia Europeia e Desenvolvimento  Económico no departamento de Economia da Universidade de York, em Inglaterra.

É autor do blogue "Desmitos" e é autor dos livros "O Medo do Insucesso  Nacional", "Os Mitos da Economia Portuguesa" e "Diário de um Deus criacionista"  bem como vários artigos em revistas internacionais.  

Atualmente é colunista no jornal Público. Desde 2001, colaborou regularmente  com o Diário de Notícias e o Diário Económico, e tem escrito ocasionalmente  para o Expresso, a revista Exame e o Jornal de Notícias. 

Em abril, na apresentação das conclusões do movimento cívico "Mais Sociedade",  apadrinhado pelo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, Álvaro Santos Pereira  disse que votar em José Sócrates era "votar para ter a maior taxa de desemprego  dos últimos 90 anos, votar na irresponsabilidades e certamente na bancarrota  do país".  

No evento, o economista defendeu uma nova política económica, a necessidade  de "fazer uma verdadeira consolidação orçamental", algo que diz não ter  sido feito nos últimos anos, uma verdadeira reforma na administração pública,  considerando que o PRACE foi "um fracasso total e um fingimento", o combate  ao endividamento e a necessidade de tornar as contas públicas transparentes.

"O problema das contas públicas portuguesas é que são muito pouco transparentes.  UTAO, OCDE, FMI... todos eles reclamam há anos que as contas públicas são  pouco transparentes", acusou, acrescentando que as Parcerias Público Privadas  (PPP) têm servido "para tentar fingir que não é o Estado que as está a fazer (obras), são os privados". 

Entre as propostas do economista, destaque para a diminuição rápida  da taxa social única, de 23,75 para 13,75 por cento - ou mesmo para 8,75  por cento -, compensado através de um aumento dos impostos sobre o consumo  e de redução da despesa e ainda a extinção da possibilidade de recorrer  a medidas extraordinárias como modo de diminuir de forma artificial o défice  orçamental a cada ano. 

O economista defende ainda um corte de dez por cento das aquisições  de bens e serviços de todas as entidades públicas, de 10 e 15 por cento  de todas as entidades e organismo não ligados à educação e saúde, baixar  a despesa pública para 40 por cento do PIB, a fusão, extinção e redução  de 33 a 50 por cento de todas as entidades públicas, diminuição do número  de municípios e de freguesias, e extinção dos governos civis. 

 

Lusa

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