17.06.2011 19:38

Miguel Relvas é ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares

 
 

A carreira política do próximo ministro Adjunto  e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, com 49 anos, começou na adolescência  nos bastidores das bases e aparelho partidário "laranjas", numa ligação  de quase 30 anos ao novo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. 

A relação entre ambos iniciou-se antes de o chefe do Executivo de coligação  PSD/CDS-PP ter chegado à liderança da Juventude Social democrata (JSD).  Desde então, mesmo com afastamentos e reaproximações circunstanciais, os  percursos de Relvas e Passos caminharam sempre na mesma direção. 

Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas nasceu em Lisboa em 05 de  setembro de 1961, mas ainda sem um ano de idade regressou com os pais, um  gestor e uma enfermeira, a Angola, onde estavam estabelecidos. 

Em África, a família multiplicou-se e Miguel Relvas viu-se com dois  irmãos, mas o 25 de Abril e a mais que provável descolonização levaram o  trio a estudar em Tomar, no Colégio Nun'Alvares Pereira, onde o mais velho  começou a exercitar as táticas e estratégias políticas na associação de  estudantes. 

A inscrição na Juventude Social Democrata (JSD) aconteceu em seguida,  acelerada pela admiração por Sá Carneiro e pelo choque com a morte do então  primeiro-ministro, antes de comemorar o 20. aniversário. 

Como "jotinha", o atual secretário-geral do PSD rapidamente se tornou  próximo de Carlos Coelho, Pedro Pinto e Passos Coelho, um núcleo duro apaixonado  pela gastronomia e pela boémia, que fazia gala em demarcar-se do "status  quo laranja" durante o "Cavaquismo", designadamente quanto às polémicas  propinas universitárias. 

Passos Coelho presidiu à JSD entre 1990 e 1995, após ter sido secretário-geral  e "vice" entre 1984 e 1990. Miguel Relvas foi secretário-geral da juventude  partidária entre 1987 e 1989 e "vice" entre 1990 e 1992, ao mesmo tempo  que se tornava presidente da Assembleia Municipal de Tomar e experimentava  o primeiro de 25 anos como deputado na Assembleia da República, por Santarém.

O estágio governamental do administrador e consultor de empresas aconteceu  com Durão Barroso como primeiro-ministro, em 2002, com o cargo de secretário  de Estado da Modernização Administrativa, desempenhando também as funções  de secretário-geral do PSD, mantendo este lugar no partido com a substituição  do atual presidente da Comissão Europeia por Santana Lopes. 

A "travessia do deserto", que permitiu a conclusão do curso de Ciência  Política e Relações Internacionais, deu-se com a ascensão de Marques Mendes  à presidência do PSD, mas a "queda" do líder seguinte, Luís Filipe Menezes,  em 2008, reacendeu-lhe a "vontade de ser poder, para mudar o país". Miguel  Relvas, com a crise económica a ensombrar a maioria absoluta do socialista  Sócrates, apostou tudo em Passos Coelho. 

O confronto com Manuela Ferreira Leite nas diretas de 2008 valeu a ambos  a exclusão das listas de candidatos a deputados nas legislativas de 2009,  mas os 31 por cento de Passos Coelho nessa eleição significariam a "pole-position"  para as disputa seguinte em 2010, que venceu com 61 por cento dos votos,  derrotando Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco e Castanheira Barros.

     

     

Lusa

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