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05.09.2011 19:31
Nuno Magalhães diz que críticas do CDS/PP ao governo madeirense não beliscam coligação governamental
O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, negou hoje a eventualidade das críticas de dirigentes do partido ao Governo Regional da Madeira (PSD) poderem vir a "beliscar" a coligação governamental.
"Não, desde logo porque está muito claro e está escrito no acordo político-partidário que serve de base à coligação que matérias das regiões autónomas não estão incluídas nesse mesmo acordo de coligação", afirmou aos jornalistas Nuno Magalhães à margem das Jornadas Parlamentares do CDS-PP no Funchal.
O líder do Grupo Parlamentar centrista sublinhou que as críticas não são de agora. "Dissemos sempre que, de facto, o caminho que estava a ser conduzido pelo governo do engenheiro Sócrates e do PS iria levar a uma situação insustentável, como infelizmente o tempo nos veio dar razão, ao ponto de estarmos dependentes de ajuda externa para sobreviver, do mesmo modo que a forma como o Governo Regional da Madeira estava a conduzir a sua governação levaria mais tarde ou mais cedo a uma situação insustentável, que infelizmente está a acontecer", declarou Nuno Magalhães
A este propósito, o deputado salientou: "Somos um partido em que somos absolutamente coerentes".
"Não dizemos, como o secretário-geral do PS, não falamos da dívida da Madeira esquecendo a dívida do continente, nem depois, como o dr. João Jardim, que fala da do continente e esquece a dívida da Madeira", explicou, acrescentando: "Falamos das duas dívidas atempadamente e, agora, coerentemente".
Questionado se o CDS-PP vai aprovar a proposta de uma auditoria externa às contas da Região Autónoma da Madeira apresentada pelo Bloco de Esquerda, Nuno Magalhães respondeu: "Veremos porque, na verdade, aquilo que sei é pela comunicação social".
À pergunta se deve haver uma clarificação das contas da Madeira antes das eleições regionais, Nuno Magalhães adiantou: "Não vou, muito menos publicamente, estar a dizer como o Governo deve atuar aqui ou acolá". "Repito, nós somos um partido autónomo, um grupo parlamentar autónomo, mas também leal, e atuaremos com lealdade de acordo com os compromissos que assumimos", garantiu.
Confrontado se o grupo parlamentar centrista acompanha a posição do CDS-Madeira que defende uma auditoria externa às contas da Madeira antes das eleições regionais de 09 de outubro, o líder da bancada retorquiu: "O CDS-Madeira tem autonomia para defender as posições na Madeira que entender".
"O acordo político-parlamentar de coligação deixa de fora as regiões autónomas, o CDS-Madeira tem a sua autonomia e, quanto ao CDS nacional, no momento próprio pronunciar-se-á, não certamente publicamente", acrescentou Nuno Magalhães, que rejeitou ainda a existência mal-estar no grupo de deputados do partido sobre o aumento de impostos.
Lusa
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