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Jardim defende realização de referendo sobre a autonomia regional

O presidente do Governo Regional da Madeira,  Alberto João Jardim, defendeu hoje a realização de um referendo sobre a  autonomia regional, caso Lisboa não entenda as exigências da região nesta  matéria, num contexto de revisão constitucional. 

(Lusa/Arquivo)

(Lusa/Arquivo)

"A Madeira não deve andar sujeita a imposições de outras pessoas. A  Madeira, como qualquer cidadão livre no mundo e como é direito da comunidade  internacional democrática, se houver dúvidas em Lisboa sobre isto, se não  se chegar a acordo, acho que deve haver um referendo", disse Jardim aos  jornalistas, à entrada para o jantar da FAMA - Fórum da Autonomia da Madeira.

O FAMA é um movimento criado em 1999, que reúne personalidades de vários  quadrantes políticos e tem como presidente honorário Alberto João Jardim,  tendo estabelecido como objetivo estudar, equacionar e aprofundar as questões  relacionadas com a autonomia política do arquipélago da Madeira. 

O presidente do FAMA, Gabriel Drumond, disse à Lusa que, neste jantar,  interdito à comunicação social, iria propor a passagem do movimento a partido  político, com vista às eleições legislativas regionais de 2014. 

Jardim foi instado a explicitar algumas das suas afirmações numa entrevista  televisiva à RTP-Madeira que irá para o ar domingo à noite, na qual terá  admitido, como um dos cenários para a região, a independência, garantindo,  ao mesmo tempo, que tem "muito orgulho em ser português" . 

Utilizando uma analogia, Jardim disse que, quando se chega à idade adulta,  "pode-se sair de casa, ter a nossa casa e ir almoçar a casa do pai". 

O líder madeirense salientou que a questão da realização de um referendo  foi hoje também analisada na reunião do conselho regional do PSD-Madeira,  que "propôs que ficasse claro na Constituição o conteúdo da autonomia da  Madeira, que tem sido o problema de até agora não estar claro". 

"Entendemos que devem ficar cinco pontos que são competência da República:  Direitos, Liberdades e Garantias, política externa, a defesa nacional e  segurança interna, tribunais de recurso e regime de segurança social. Fora  disto, entendemos que tudo tem que ser connosco", sustentou o governante.

O jantar da FAMA deve reunir cerca de 500 participantes. 

Lusa

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