27.01.2012 17:31

Socialistas da CGTP não votam em Arménio Carlos nem apresentam candidato

 
 

A corrente sindical socialista da CGTP decidiu  não votar em Arménio Carlos para secretário-geral, mas optou por não apresentar  uma candidatura alternativa, conforme chegou a estar pensado, disse hoje  à Lusa fonte sindical.      

De acordo com um sindicalista da corrente socialista, esta tendência  tinha pensado em apresentar um candidato próprio, que seria o líder dos  socialistas da CGTP, Carlos Trindade, mas recuaram na decisão tendo em conta  "o consenso que têm conseguido em relação a várias matérias" relacionadas  com o congresso. 

No entanto, quando chegar a hora de votar em Arménio Carlos para substituir  Carvalho da Silva, os socialistas vão optar por votar em branco. Há alguns  dias, Carlos Trindade disse à Lusa que não reconhecia em Arménio Carlos  o perfil indicado para ser secretário-geral da CGTP, devido à sua conotação  com o PCP, acrescentando que o novo secretário-geral deveria ter a capacidade  de promover as alianças necessárias ao movimento sindical. 

A comissão executiva tem 29 elementos, cinco dos quais socialistas,  pelo que, mesmo que houvesse uma candidatura da tendência socialista, era  quase impossível que Arménio Carlos não tivesse os votos nencessários para  suceder a Carvalho da Silva. 

O XII congresso da CGTP, que decorre hoje e sábado em Lisboa, vai eleger  no final do dia o novo Conselho Nacional da central. Este órgão, com 147  elementos, vai sofrer uma renovação superior a um terço, e realizará a sua  primeira reunião esta noite, depois do encerramento dos trabalhos do congresso,  para eleger a nova comissão executiva da Intersindical. 

A comissão executiva eleita reúne-se de imediato para escolher o secretário-geral.

É a primeira vez que a eleição da comissão executiva e do secretário-geral  ocorrem em dia de congresso. Normalmente eram marcadas reuniões para esse  fim cerca de uma semana depois da reunião magna. 

Fonte sindical explicou à Lusa que esta foi a forma encontrada para  assegurar a transição de um secretário-geral para outro. 

Assim, Carvalho da Silva abriu o congresso mas será o novo secretário-geral  a encerrá-lo no final do dia de sábado. 

Lusa

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