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10.02.2012 19:17
Roubo a ourivesarias aumentou para 22,1% no período de um ano
Os crimes de roubo a ourivesarias aumentaram 6,6 pontos percentuais no primeiro semestre de 2011, face ao mesmo período do ano anterior, revela um estudo nacional sobre o furto e roubo a estabelecimentos de venda de ouro.
Segundo o estudo, a que agência Lusa teve acesso, Lisboa (27,22%), Porto (22,92%) e Setúbal (12,03%) foram os distritos que registaram maior número de ocorrências de roubo de ouro.
O relatório, que caracteriza este crime entre janeiro de 2009 e junho de 2011, indica também que, desde o primeiro semestre de 2010, a frequência de crimes de roubo de ouro tem aumentado, passando de 15,5 para 22,1 por cento (%) do total dos roubos nos primeiros seis meses de 2011.
Porém, o primeiro semestre de 2009 foi aquele que reuniu um maior número de ocorrências (23%), adianta o documento, elaborado por uma equipa mista de prevenção criminal criada pelo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Antero Luís.
Uma subida significativa registou-se do primeiro semestre de 2010 (15,5%) para o segundo semestre desse mesmo ano (21,8%), cifra que se situa já próxima dos últimos valores registados(22,1% - primeiro semestre de 2011).
Relativamente aos furtos (situação que não implica violência ou ameaça grave sobre pessoas), registou-se uma maior incidência no primeiro e segundo semestre de 2010, respetivamente 25,2 e 25,7 % do total, apresentando nos primeiros seis meses de 2011 uma tendência de descida. Quanto à distribuição distrital dos crimes de furto, o Porto aparece em lugar cimeiro com 20,39 por cento, seguindo-se Lisboa (19,8%) e Braga (7,24%).
O relatório sublinha que os roubos são "eminentemente" cometidos através do recurso a arma de fogo como forma de coação (83 por cento do total), enquanto os crimes de furto são praticado em metade dos casos através de danificação/arrombamento/entrada ilegal nos estabelecimentos e, em 47 por cento das situações, pela utilização da astúcia ou distração dos funcionários.
Os distritos de Lisboa e Porto registaram o maior número de roubos com armas de fogo (ambos com 20,98%), seguidos de Setúbal (10,63%) e Braga (8,91%), adianta o estudo nacional.
O trabalho realizado pela equipa mista de prevenção criminal identifica uma maior incidência da prática de crimes de furto de ouro por apenas um indivíduo, enquanto os roubos são, na sua maioria, realizados por grupos de três ou duas pessoas.
O horário em que se regista maior número de furtos a ourivesarias situa-se entre 00:00 e as 06:00, enquanto o período mais crítico para a ocorrência de roubos ocorre entre 18:00 e as 24:00.
O estudo adianta ainda que os crimes de furto e roubo a ourivesarias são praticados por homens, a maioria de nacionalidade portuguesa, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos.
No início do ano passado, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna criou uma equipa mista de prevenção criminal destinada "especialmente à prevenção dos crimes de furto e roubo a estabelecimentos de venda de ouro, vulgo ourivesarias".
Uma das missões desta equipa mista é este estudo nacional relativo ao fenómeno de furto e roubo em ourivesarias, que resultou num trabalho conjunto da PSP, GNR, PJ e SEF.
Lusa
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