22.02.2012 19:22

Autópsia confirma morte de suspeito de triplo homicídio em Beja devido a asfixia por enforcamento

 
 

A autópsia ao cadáver do alegado homicida de  Beja confirmou a morte por asfixia na sequência de enforcamento na cela,  revelou à Agência Lusa fonte ligada ao processo, referindo que o corpo ainda  não foi reclamado. 

De acordo com a mesma fonte, a morte deveu-se a asfixia mecânica  por o homem se ter enforcado com os lençóis da sua cela. 

Se continuar sem ser reclamado, o cadáver fica ao cuidado do Instituto  Nacional de Medicina Legal (INML) até se completar um período de 30 dias,  findo o qual é entregue à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entidade  responsável pelo denominado funeral social. 

A autópsia ao cadáver do homem suspeito de ter assassinado à catanada  a mulher, a neta e a filha e de ter mantido os corpos em casa durante uma  semana foi efetuada na segunda-feira de manhã no INML, em Lisboa. 

Fonte da INML disse na segunda-feira à Lusa que o relatório final da  autópsia ao corpo de Francisco Esperança "demorará algum tempo a ficar concluído",  tanto mais que "foram pedidos exames complementares", nomeadamente toxicológicos,  que levarão várias semanas. 

As conclusões da autópsia serão enviadas diretamente ao Ministério Público,  entidade que supervisiona a investigação sobre a morte e que solicitou a  perícia médico-legal, correndo o processo em segredo de Justiça. 

O corpo de Francisco Esperança foi encontrado na sexta-feira na cela  do Estabelecimento Prisional de Lisboa, para onde tinha sido transferido  na tarde do dia anterior, por alegada falta de condições de segurança na  cadeia de Beja. 

O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa revelou na própria  sexta-feira que recebeu a participação da morte do alegado homicida de Beja  e ordenou a imediata instauração de um inquérito para a realização de autópsia.

A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) também abriu um inquérito  para apurar o que aconteceu na cela do alegado homicida e o Ministério Público  anunciou que iria igualmente averiguar as circunstâncias em que ocorreu  a morte. 

O diretor-geral dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, disse que o preso  tinha sido transferido para Lisboa por razões de segurança e que estava  numa ala de "vigilância acrescida". De acordo com a DGSP, o recluso foi  observado pelo enfermeiro de serviço à chegada e estava "calmo, consciente  e orientado". 

Francisco Esperança, um antigo bancário de Beja, de 59 anos, foi detido  por suspeitas de ter assassinado com uma catana a mulher, a neta e a filha.

Após a detenção, elementos da PSP entraram na casa, na rua de Moçambique,  em Beja, onde encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha,  de 28, e da neta, de quatro, cujos funerais se realizaram na última quarta-feira  à tarde. 

O homem, que já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco  onde trabalhou, incorria numa pena entre 12 e 25 anos de prisão por cada  um dos três crimes de homicídio. 

Lusa

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