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22.02.2012 19:17
PCP diz que Governo "perdeu a batalha" de "cortar" Carnaval para fazer papel de "bom aluno" da troika
O PCP defendeu hoje que o Governo "perdeu a batalha" de "cortar o Carnaval aos portugueses" para "fazer o papel de bom aluno da troika'", porque apesar de não ter dado tolerância de ponto "foi feriado em Portugal".
"O Governo quis fazer o papel de bom aluno da troika' e cortar o Carnaval aos portugueses mas perdeu essa batalha", defendeu o deputado comunista Miguel Tiago.
No período de declarações políticas no plenário da Assembleia da República, o deputado do PCP enumerou empresas e serviços públicos que estiveram encerrados, considerando que "o Governo não deu tolerância de ponto, mas foi feriado em Portugal".
Para o PCP, esta batalha foi perdida e "outras batalhas perderá o Governo se persistir neste caminho de arrogância típica de quem se mostra muito forte perante o povo, mas sempre muito servil ante os senhores do dinheiro".
Referindo-se à avaliação pela troika' do cumprimento do programa por Portugal, Miguel Tiago considerou ser "ofensiva a desfaçatez com que se anuncia que a avaliação do programa é positiva'".
"A insensibilidade social e humana por detrás das palavras da troika', do PSD e do CDS, são a ilustração de que o sucesso do pacto, o sucesso do programa da troika' é o falhanço do país", afirmou.
O deputado foi secundado pelo PEV e BE, mas não foi interpelado nem pelo PSD e CDS nem pelo PS, no que qualificou de "silêncio dos culpados" dos "partidos da troika nacional", que se calam e furtam ao debate".
Ainda no período de declarações políticas, o CDS retomou o projeto de resolução que já tinha apresentado aos jornalistas, recomendando ao Governo a criação de uma aplicação para que os candidatos ao ensino superior possam obter um ranking' dos cursos e instituições de ensino que mais lhe convêm, mediante critérios variáveis, um dos quais a empregabilidade.
O deputado socialista Rui Santos afirmou concordar com a criação daquela aplicação, desde que não sirva para "fechar cursos", questionando o deputado do CDS Adolfo Mesquita Nunes sobre os métodos a adotar.
O deputado democrata-cristão respondeu que o projeto de resolução não está relacionado "com qualquer outro tipo de iniciativa para fechar cursos", acrescentando que não cabe ao Parlamento definir os critérios a adotar.
Lusa
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