23.02.2012 23:24

Comissão de Trabalhadores da RTP defende acesso gratuito de todos os canais de serviço público

 
 

A Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP defendeu  hoje que todos os canais de serviço público, incluindo os pagos, deviam  ser acessíveis gratuitamente, em sinal aberto, porque os contribuintes já  financiam em parte os conteúdos emitidos pela televisão pública.

A CT da RTP reagia, em comunicado, a uma notícia divulgada esta semana  pelo jornal Correio da Manhã, que, citando o ministro da tutela, Miguel  Relvas, titulava que "o Governo está a trabalhar com afinco para que o canal  Parlamento", distribuído por cabo e, por isso, pago, possa integrar a oferta (gratuita) da Televisão Digital Terrestre (TDT)". 

O ministro dos Assuntos Parlamentares adiantou que a Autoridade Nacional  das Comunicações (ANACOM) "já deu o seu aval à inclusão deste canal na TDT"  e que "a PT vai disponibilizar, de forma gratuita, a frequência em que será  emitido".  

Miguel Relvas afastou a possibilidade de outros canais por cabo serem  disponibilizados em sinal aberto, na TDT. 

No comunicado, a Comissão de Trabalhadores da RTP sustenta que não só  o canal Parlamento, mas também outros canais pagos como o RTP Memória e  o RTP Informação, ou os canais da RDP, enfim, "todos os canais de serviço  público", deveriam "ser gratuitamente acessíveis ao público através da TDT".

Para a CT da Rádio e Televisão de Portugal, "os contribuintes que financiam,  com os seus impostos, a indemnização compensatória e pagam uma taxa de audiovisual,  não deveriam pagar, pela terceira vez, nas suas assinaturas da televisão  por cabo, uma parte dos conteúdos emitidos pela RTP". 

Na semana passada, em declarações à agência Lusa, o administrador da  ANACOM Eduardo Cardadeiro disse que a entidade está a estudar a disponibilização  de canais abertos na Televisão Digital Terrestre até um limite de 7 a 9  (mais três a cinco além de RTP1, RTP2, SIC e TVI). 

A ideia da inclusão do canal Parlamento em sinal aberto, na TDT, foi  lançada em janeiro pela presidente da Assembleia da República, Assunção  Esteves, como forma de aproximação dos políticos aos cidadãos. 

No final do ano passado, o grupo de trabalho para a definição do serviço  público de comunicação social recomendou o fim dos canais RTP Memória e  RTP Informação. 

Lusa

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