02.06.2012 11:37
Entidade Reguladora defende fim da urgência pediátrica no São Francisco Xavier
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) defende o fim da urgência pediátrica no Hospital de São Francisco Xavier e da cardiologia pediátrica nos hospitais de Santa Marta e Santa Cruz, todos em Lisboa.
As propostas constam de um estudo para a concretização de uma Carta Hospitalar, solicitada a este regulador pelo ministro da Saúde, e que a partir de hoje se encontra em consulta pública.
O documento analisou as especialidades de medicina interna, cirurgia geral, neurologia, obstetrícia, pediatria e infeciologia.
Em relação à pediatria, e no que diz respeito à região de Lisboa e Vale do Tejo, a ERS considera que o Hospital de São Francisco Xavier não deve ter urgência pediátrica.
Em relação aos hospitais de Santa Marta e de Santa Cruz, o regulador defende que "não se justifica possuírem cardiologia pediátrica, porque não têm 1/8serviço de 3/8 pediatria".
Sobre os dois serviços de urgência de pediatria que existem na cidade de Lisboa -- Hospitais Dona Estefânia e Santa Maria --, o estudo considera que estes devem funcionar até às 21:00 e, depois, apenas um deve estar aberto.
Ainda em Lisboa, a ERS defende que as subespecialidades na área da pediatria devem estar concentradas nos Hospitais Dona Estefânia e Santa Maria.
"No Hospital Dona Estefânia devem ficar alocadas as subespecialidades de neuropediatria e pedopsiquiatria, mas as urgências devem estar concentradas no Hospital de Santa Maria, dado que é o centro de trauma pediátrico do Sul", lê-se no relatório
Em relação ao Centro Hospitalar do Médio Tejo, o estudo defende que "basta um serviço de pediatria, que deve ficar localizado no hospital de Abrantes (até porque tem maternidade)".
Os hospitais de Torres Novas e Tomar não devem ter serviço de pediatria, na ótica da ERS.
Na zona Oeste, e mediante esta proposta, "o serviço de pediatria deve ficar localizado no Hospital das Caldas da Rainha".
Para a elaboração deste estudo, a ERS analizou alguns indicadores de utilização de serviços hospitalares programados: consultas externas, internamento de agudos e cirurgias programadas.
"A região Norte apresenta-se como aquela em que a utilização de consultas hospitalares e a realização de cirurgias, relativamente à população residente, são mais elevadas" e o Algarve a região com menor utilização, lê-se no documento.
Em relação aos serviços de internamento hospitalar, o Algarve tem o maior índice de utilização e o Norte o menor.
Segundo a ERS, a oftalmologia é a especialidade que determina um maior número de consultas hospitalares e é a segunda mais importante especialidade ao nível da produção cirúrgica, apenas superada pela cirurgia geral.
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