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António Costa diz que "não existe solução" para as cheias

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, disse hoje que "não existe solução" para as cheias na cidade, refutando as críticas dos partidos da oposição que pedem a execução do plano de drenagem.

"É importantíssimo implementar este plano de drenagem da cidade, que há sete anos que está na gaveta e que António Costa tem, mas não o implementa", referiu o presidente da concelhia de Lisboa do PSD Mauro Xavier.

"É importantíssimo implementar este plano de drenagem da cidade, que há sete anos que está na gaveta e que António Costa tem, mas não o implementa", referiu o presidente da concelhia de Lisboa do PSD Mauro Xavier.

JOÃO SENA GOULÃO

"O plano de drenagem não faz desaparecer estas situações. A solução não existe", afirmou hoje o autarca, à entrada para a assembleia municipal, quando questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de ocorrência de inundações como as que se registaram na segunda-feira e o impacto que poderá ter o plano.

Segundo o socialista, "não haverá nenhum sistema de drenagem que permitirá evitar situações deste género", podendo apenas "minorar" o problema.

António Costa reforçou ainda que a situação verificada na segunda-feira, com inundações em várias zonas da cidade, nada teve a ver com a falta de limpeza das sarjetas e dos sumidouros.

Na segunda-feira, PSD, CDS-PP e PCP (com assento na Câmara de Lisboa) solicitaram a execução do plano de drenagem da cidade, aprovado em reunião camarária em 2008 e com um prazo de 20 anos.

O responsável referiu que a chuva verificada na segunda-feira entre as 14:00 e as 15:00 foi "absolutamente anormal", coincidiu com os "períodos de enchente" e traduziu-se no "dobro" do que se registou a 22 de setembro, dia em que a precipitação coincidiu com o pico da maré.

"Temos de ter consciência de que estamos sempre sujeitos a situações atmosféricas anómalas e, perante situações atmosféricas anómalas, as consequências são anómalas", acrescentou o presidente da Câmara de Lisboa.

Salientando o papel dos serviços municipais, das freguesias e dos comerciantes, António Costa justificou as inundações com os graus de permeabilização e de urbanização da cidade.

Sobre o plano de drenagem, que envolve um investimento de 153 milhões de euros, o autarca disse que as medidas previstas "permitirão a montante diminuir os caudais e a velocidade de escoamento dos caudais", mas não os eliminam.

Por exemplo, no caso da Rua de São José e da Avenida da Liberdade, "a natureza será sempre mais forte do que nós", indicou.

Questionado pelos jornalistas sobre o apuramento de responsabilidades, reivindicado pela oposição, António Costa afirmou ainda que "São Pedro goza de um estatuto de imunidade que está acima das responsabilidades".

Na sua intervenção no debate anual sobre o estado da cidade, que decorre esta tarde na assembleia municipal, o autarca anunciou que vai propor, na próxima reunião do executivo municipal, a "constituição de uma equipa de missão com a incumbência específica de dar execução pelo município ao plano geral de drenagem e preparar a indispensável candidatura do seu financiamento, através do Fundo de Coesão".

 

 

Lusa

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