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Empresa Caetano Coatings abre inquérito para apurar causas do incêndio no Carregado

A empresa Caetano Coatings, detentora de uma das duas fábricas de componentes de automóveis do Carregado parcialmente destruídas por um incêndio na terça-feira, informou esta quarta-feira que mandou abrir um inquérito para apurar as causas da ocorrência.

Num comunicado, a administração da empresa refere que mandou "instaurar um inquérito para apurar exaustivamente todos os factos relacionados com o sinistro".

Num comunicado, a administração da empresa refere que mandou "instaurar um inquérito para apurar exaustivamente todos os factos relacionados com o sinistro".

MIGUEL A. LOPES / Lusa

Num comunicado, a administração da empresa refere que mandou "instaurar um inquérito para apurar exaustivamente todos os factos relacionados com o sinistro".

Na mesma nota, a empresa adianta que, apesar de o incêndio ter destruído por completo uma das sete linhas e produção, "não está afetada a estabilidade económica e financeira da empresa".

Por esse motivo, vai dar todos os passos necessários para "utilizar a capacidade das restantes linhas de produção do polo do Carregado e reunir meios adicionais para apresentar alternativas aos clientes", garantindo a produção.

À saída de uma reunião com a administração da empresa, o presidente da câmara, Pedro Folgado, disse à agência Lusa que a Caetano Coatings "está a fazer todos os esforços para integrar as pessoas que tinham" nessas secções.

"Com menos uma linha, há uma série de pessoas que trabalhavam nessa linha e, neste momento, a empresa está a equacionar como vai fazer em relação a esses trabalhadores. A maior parte pertence ao quadro e vão mantê-las, vendo como as vão distribuir, e há trabalhadores temporários que vão equacionar se fazem ou não falta", esclareceu o autarca.

A empresa recusou-se a avançar com uma estimativa dos prejuízos, ao contrário da Dura Automotive Portugal, cujo diretor da fábrica do Carregado, Paulo Pacheco, adiantou, numa primeira avaliação aos estragos, que os prejuízos estão "acima dos sete ou oito milhões de euros no mínimo".

No complexo industrial, trabalham 750 pessoas, de quatro empresas, no fabrico de componentes para automóveis, transferindo os operários da linha afetada para as secções que laboram no outro pavilhão que a fábrica tem no Carregado.

A Autoeuropa já informou que vai parar a produção, devido ao incêndio nas duas fábricas do Carregado.

Um problema numa máquina da secção de pinturas da fábrica Caetano Coatings terá causado o incêndio cerca das 19:20 de terça-feira, sendo o curto-circuito uma das possíveis causas apontadas.

Devido ao material inflamável, o incêndio alastrou à fábrica Dura Automotive Portugal, destruindo por completo as secções de montagem e de pintura de ambas.

No interior de ambas, estavam 120 trabalhadores, que conseguiram sair a tempo. Apenas cinco pessoas tiveram de receber assistência no local por inalação de fumo.

O incêndio ficou controlado passadas três horas e só cerca das 00:15 entrou em fase de rescaldo, tendo mobilizado 140 bombeiros e 39 veículos de 14 corporações do distrito de Lisboa.

Esta foi a segunda vez em seis meses que a fábrica da Dura Automotive Portugal, no Carregado, foi atingida por fogo.
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