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Presidente da República apela a medidas urgentes para travar a erosão costeira

O Presidente da República defendeu hoje que é "urgente" adotar medidas preventivas e defensivas para travar a erosão costeira, apelando à elaboração de mapas de risco a nível local e à sua incorporação nos planos diretores municipais.

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Cavaco Silva, que falava em Esposende, onde inaugurou a requalificada praia de S. Bartolomeu do Mar, sublinhou que as medidas são inevitáveis mas "podem ser impopulares", pelo que "deverão ser acompanhadas por uma pedagogia paciente, clara e objetiva".

"É fundamental que o apelo à adoção de medidas preventivas e defensivas deixe de ser visto como uma excentricidade de ambientalistas e de investigadores do fenómeno [da erosão]", referiu.

O Presidente da República lembrou que a erosão tem modificado "de forma notória" muitas paisagens e põe em perigo habitações e vias de comunicação.

"Impõe-se a elaboração de mapas de risco a nível local e a sua incorporação nos planos diretores municipais (PDM) dos municípios do litoral", defendeu.

Disse ainda que este procedimento deverá acautelar "não tanto a realidade expectável na próxima década, mas a realidade do século ou, pelo menos, dos próximos 50 anos".

Para Cavaco Silva, as ações de proteção da costa terão de passar por demolições, como o foi caso de S. Bartolomeu do Mar, em que foram demolidas 27 construções em zona de risco, mas também por mudança de hábitos das populações.

A requalificação da praia de S. Bartolomeu do Mar significou um investimento de cerca de 3 milhões de euros.

Na sua intervenção, Cavaco Silva disse ainda que um "melhor ordenamento" do território, com centros das localidades reabilitados e "onde volte a haver vida", deve ser uma prioridade dos decisores políticos.

"A dispersão da construção no nosso país e o reduzido peso que, até agora, tem assumido a reabilitação urbana resultam hoje na existência não apenas de um número de fogos habitacionais muito superior ao necessário para a nossa população, mas, sobretudo, de centros históricos vazios, abandonados e, não raras vezes, descaracterizados", afirmou.

Lusa
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