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PSD diz que Passos não é um "cidadão perfeito" mas é o "mais bem preparado" para primeiro-ministro

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, disse hoje que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pode não ser "um cidadão perfeito" mas é o "o português mais bem preparado" para voltar a liderar o Governo depois das eleições legislativas.

25 de setembro: O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, promete que o primeiro-ministro responderá no dia seguinte "a todas as perguntas" no debate quinzenal, considerando que as questões relacionadas com o mandato de deputado de Passos Coelho têm um plano judicial e político

25 de setembro: O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, promete que o primeiro-ministro responderá no dia seguinte "a todas as perguntas" no debate quinzenal, considerando que as questões relacionadas com o mandato de deputado de Passos Coelho têm um plano judicial e político

LUSA

"Não é um cidadão perfeito mas é o português mais bem preparado para ser primeiro-ministro nos próximos cinco anos. Saio deste debate ainda mais convencido da sua atuação enquanto primeiro-ministro", afirmou Montenegro, no debate quinzenal no parlamento, dominado pelas questões da carreira contributiva de Passos Coelho.

Luís Montenegro recorria, assim, às próprias palavras do chefe de Governo, que disse nas jornadas parlamentares do PSD que não é "um cidadão perfeito", numa referência às dívidas que acumulou à Segurança Social.

"A vontade política do parlamento representativo do povo português é clara. O Governo conta com a confiança inequívoca do parlamento e, mais do que isso, o primeiro-ministro, como garante que foi sempre e é da estabilidade, da credibilidade, da firmeza da ação política do Governo, também conta com a confiança plena do parlamento", declarou Luís Montenegro.

O presidente da bancada do PSD começou a sua intervenção no debate quinzenal sublinhando a "confiança expressa pelo apoio coeso e convicto da maioria absoluta dos deputados".

"Com as perguntas que os partidos lhe dirigiram e que o senhor primeiro-ministro respondeu, com este debate vivo, frontal, que hoje aqui travámos, o senhor primeiro-ministro prestou os esclarecimentos que eram devidos e o parlamento cumpriu as suas funções de escrutínio do Governo. Para nós, de facto, o caso está encerrado", afirmou.

"Mas não somos ingénuos. Sabemos bem que, para a oposição, os esclarecimentos nunca, nunca, serão suficientes", acrescentou, argumentando que é da "dinâmica das coisas" que a oposição tente empolar e "aproveitar esta situação".

Referindo-se a um "país diferente" de há quatro anos, Montenegro recuperou ainda as afirmações do secretário-geral do PS, António Costa, perante a comunidade chinesa, para dizer que os sociais-democratas assumem essa posição "independentemente da plateia" que têm pela frente.

"Não somos daqueles que dizem coisas diferentes perante públicos diferentes. Não trocamos convicções por conveniências", declarou.

Montenegro concentrou-se depois na situação do país, em particular na situação da saúde, argumentando que a "sustentabilidade financeira permitiu melhorias no serviço prestado às pessoas", tema e linha de argumentação que o primeiro-ministro, na resposta, seguiu.

"O Serviço Nacional de Saúde teve mais consultas, mais cirurgias, mais episódios de urgência tratados, funcionou com taxas moderadoras com mais isenções. Apesar das dificuldades, temos tido capacidade de investimento nas unidades hospitalares, apesar de termos tido que pagar mais de 2 mil milhões dos 3 mil milhões de dívidas que herdámos do PS", afirmou.



Lusa
  • Com a multiplicação de bons indicadores económicos e financeiros do país, multiplicam-se os elogios ao Governo e declaram-se mortas e enterradas as políticas do passado recente, nomeadamente a da austeridade. Nada mais errado. O que os bons resultados agora alcançados provam definitivamente é que a austeridade resolveu de facto os problemas das contas públicas e, mais do que isso, contribuiu para o crescimento económico que foi garantido por reformas estruturais e pela reorientação do modelo económico.

    José Gomes Ferreira

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