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Portugal entregou laboratório móvel à Guiné-Bissau para o diagnóstico de várias doenças

Portugal entregou esta quarta feira um laboratório móvel para o diagnóstico de várias doenças, designadamente o vírus do Ébola, à Guiné-Bissau, num investimento que ronda os 550 mil euros.

Miguel A.Lopes

Na cerimónia participaram o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e o da Saúde, Rui Machete e Paulo Macedo, respetivamente.

"Em termos imediatos esta cooperação traduz-se no envio de parte de um laboratório militar financiado pelo Estado português diretamente através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e da respetiva equipa que vai operar o laboratório e dar um apoio local no combate ao Ébola", disse Paulo Macedo no final da cerimónia, que decorreu na sede do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em Lisboa. 

O ministro da Saúde disse que o laboratório está vocacionado para efetuar testes a eventuais casos de Ébola e "também a outros casos, como por exemplo de malária", tendo assim "uma utilização concreta". 

Portugal vai ainda enviar 500 fatos protetores destinados a manipular eventuais doentes ou casos de Ébola, embora até ao momento não tenha sido diagnosticado na Guiné-Bissau qualquer caso do vírus. 

A decisão é justificada pela presença do vírus do Ébola em países vizinhos, caso da Guiné-Conacri, e surge na sequência de um "apoio contínuo" que agora assume "expressão mais elevada, tanto mais que é um equipamento que a Guiné-Bissau até ao momento não dispunha", salientou o ministro da Saúde. 

A equipa multidisciplinar a enviar para o terreno nos próximos dias inclui médicos, enfermeiros, epidemiologistas, técnicos, que para além de operar no laboratório poderá dar apoio em termos locais. 

"Estamos a projetar a equipa que se mantenha na Guiné-Bissau durante seis meses, dependendo das necessidades. No início haverá uma equipa adicional de logística, apenas para a montagem do laboratório", adiantou. 

A cooperação do Governo com o INEM não é inédita e retoma iniciativas conjuntas anteriores, como em Timor-Leste, um aspeto também sublinhado por Rui Machete, que confirmou um investimento de 550 mil euros neste projeto. 

"De momento não estão previstas cooperações financeiras, temos um orçamento limitado. Mas há um acompanhamento, sobretudo da ação internacional que é o que nos compete mais diretamente", especificou Rui Machete.  

E precisou: "Vamos participar na conferência dos doadores, temos ajudado esse trabalho não apenas na conferência dos doadores mas também no apoio da União Europeia (UE) e do apoio em relação a outros países pertencentes ou não à UE que desejem colaborar com a Guiné-Bissau, e no seio da CPLP". 

Ao pronunciar-se sobre um eventual atraso no envio deste material, Rui Machete recordou tratar-se de um "processo relativamente longo" e esclareceu o seu ministério recebeu informações permanentes emitidas pelo ministério da Saúde sobre a evolução da situação sanitária na Guiné-Bissau, pelo que o envio do laboratório "está em tempo". 

"Até houve um momento em que tivemos a esperança de que o laboratório ia ser adquirido mas iria ser pouco utilizado. Continuamos a ter essa esperança, mas nos países vizinhos houve um recrudescimento dessa doença e o risco voltou a aumentar", acrescentou. 

A cerimónia de hoje contou ainda com a presença do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, do Diretor-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, João Maria Cabral, do Diretor-Geral da Saúde, Francisco George, do Encarregado de Negócios da Guiné-Bissau, M'Bala Fernandes, e dos presidentes do INEM, Paulo Campos, e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Fernando de Almeida.

À margem da cerimónia, num comentário ao anúncio pela revista Sábado - que cita o correspondente do jornal kuwaitiano Al Rai, Elijah J. Magnier, na sua conta na rede social Twitter -, sobre a morte de um comandante 'jihadista', designado por Abu Juwairiya al-Portughali, Rui Machete limitou-se a referir que teve conhecimento através dos 'media'. 

"Li as notícias nos meios de comunicação social, não temos de ter uma reação, nós pertencemos a uma coligação que combate precisamente o 'jihadismo'. Tivemos conhecimentos das outras mortes pela imprensa, tal como esta", disse.

Com Lusa

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