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Ministro do Ambiente diz que a morte de um dos linces ibéricos libertados é normal

O ministro do Ambiente considerou esta sexta feira normal a morte de um dos seis linces ibéricos libertados em Portugal, referindo que a reintrodução da espécie não está isenta de riscos e temos de estar preparados para "fatalidades" do género.

Lince libertado em dezembro de 2014 em Mértola.

Lince libertado em dezembro de 2014 em Mértola.

Arquivo Lusa

"É uma ocorrência que obviamente lamentamos, mas acaba por ser normal nestes programas de reintrodução do lince", disse o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, aos jornalistas, em Castro Verde, no Alentejo.

Segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a fêmea de lince reintroduzida no dia 7 e libertada na natureza no dia 25 do passado mês de fevereiro, Kayakweru, foi encontrada morta na quinta-feira, numa zona florestal, pela equipa de campo que monitoriza os seis linces ibéricos já reintroduzidos na natureza em Portugal, no Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG), no concelho alentejano de Mértola.

O ministro disse que "estão excluídas algumas das razões que habitualmente justificam" a morte dos linces, como atropelamento, mas ainda não são conhecidas as causas da morte da fémea e o ICNF "vai dar mais informações à medida que se consiga apurar as razões".

"Dos seis linces que foram reintroduzidos, ocorreu esta fatalidade com um deles. É matéria sobre a qual julgo que ainda hoje podemos dar mais informação, dado que se estão a tentar apurar as razões" da morte de Kayakweru, disse.

"Apesar de a reintrodução configurar um momento de grande felicidade para todos os que trabalham nesta área da conservação da natureza, não é uma opção isenta de riscos e temos de nos preparar para que fatalidades como esta possam ocorrer. Disse-o no momento mais feliz, que foi o da libertação do primeiro lince, e digo-o novamente", afirmou o ministro.

Jorge Moreira da Silva frisou que o programa de reintrodução do lince ibérico em Portugal foi "bem preparado, bem desenvolvido, bem estudado" durante "20 anos" e "não houve nenhuma passagem à fase de reintrodução que não tivesse correspondido a uma avaliação prévia de risco e a uma utilização das melhores práticas nos cinco centros de reprodução".

"Mas temos de nos preparar todos para que situações como estas possam ir ocorrendo", insistiu, referindo que "o mesmo aconteceu" com alguns dos linces ibéricos libertados em Espanha, "mas isto faz parte de um processo normal de reintrodução da espécie".

Com Lusa


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