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Campanha oficial das eleições na Madeira arranca hoje

 A campanha eleitoral começa hoje oficialmente na Madeira para as eleições legislativas regionais de 29 de março, às quais concorrem onze forças políticas que, até dia 27, tentarão convencer os 256.239 eleitores inscritos no arquipélago.

© Duarte Sa / Reuters

Este ato eleitoral regista um recorde de candidaturas, mais duas que no último sufrágio deste tipo na região, que se realizou em 2011, no qual dos nove concorrentes (PSD, PS, CDS, CDU, BE, MPT, PND, PTP, PAN) apenas os bloquistas ficaram de fora do parlamento madeirense.

A 29 de março, os eleitores na Madeira têm de escolher os 47 deputados numa panóplia de 11 forças políticas: oito partidos (PSD, CDS, PND, PCTP/MRPP, BE, JPP, PNR e MAS) e três coligações -  Mudança (PS/MPT/PTP/PAN), Plataforma de Cidadãos (PPM/PDA) e CDU (PCP/PEV).

Nesta corrida eleitoral estreiam-se o Movimento Alternativa Socialista (MAS), o Partido Nacional Renovador (PNR), o Juntos Pelo Povo (JPP) e as coligações Plataforma de Cidadãos 'Nós Conseguimos' (PPM/PDA) e a Mudança composta pelo PS, PTP, MPT e PAN.

Também o Partido Democrático Republicano (PDR) entregou as listas, mas a sua candidatura acabou por ser rejeitada em definitivo, após recurso, pelo Tribunal Constitucional a 12 de março, sustentada no argumento de que o despacho que oficializou a criação desta força política tem uma data posterior à da convocação das eleições regionais pelo Presidente da República.

Estas regionais ficam também marcadas pelo facto de pela primeira vez o PSD, o partido maioritário nesta região autónoma, não apresentar o seu cabeça de lista de sempre, Alberto João Jardim, que venceu todas as legislativas regionais que se realizaram na Madeira depois do 25 de Abril.

A lista do PSD/M tem como primeiro candidato Miguel Albuquerque, o ex-autarca do Funchal, que substitui Jardim na liderança dos sociais-democratas madeirenses nas internas que se realizaram a 29 de dezembro de 2014.

Foi esta mudança que originou o pedido de exoneração apresentado por Jardim do cargo de presidente do Governo Regional da Madeira e provocou a realização destas eleições antecipadas, um cenário que acontece pela segunda vez na história da democracia na Madeira.

Em 2007, Jardim também antecipou as eleições regionais quando apresentou a demissão do cargo por divergências do foro financeiro com o então primeiro-ministro socialista, José Sócrates, em torno da revisão da Lei de Finanças Regionais.

Nas últimas eleições regionais que se realizaram em outubro de 2011, o PSD continuou a ser o partido mais votado na região, mas alcançou um dos seus piores resultados eleitorais, ao atingir 48,56 por cento dos votos, o que permitiu eleger 25 deputados, apenas dois acima do limiar da maioria absoluta, perdendo cerca de 20.000 mil votos em relação ao sufrágio anterior (2007).

O CDS/PP-Madeira elegeu nove deputados e tornou-se o segundo maior partido do arquipélago, arredando o PS/M para a terceira posição com seis deputados.

O PTP conseguiu eleger um grupo parlamentar com três elementos e o PAN também passou a ocupar um lugar no parlamento insular, enquanto o PND, o MPT e a CDU mantiveram a sua representação na ALM, com um deputado cada.


Lusa
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