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CGTP defende continuação da luta para alcançar mudanças

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu esta quarta-feira que os portugueses devem continuar a lutar por mudanças políticas e não ficar à espera dos resultados das próximas eleições legislativas para conseguir melhores condições de vida e de trabalho.

Arménio Carlos considerou ainda que tem sido a luta dos trabalhadores que tem impedido o Governo de concretizar o processo de privatização de empresas como a TAP, a Carris, o Metro ou a Transtejo.

Arménio Carlos considerou ainda que tem sido a luta dos trabalhadores que tem impedido o Governo de concretizar o processo de privatização de empresas como a TAP, a Carris, o Metro ou a Transtejo.

Lusa

"Os trabalhadores devem continuar a lutar. Neste momento, a pior coisa a fazer seria esperar para ver o que as eleições vão dar. É preciso continuar a lutar para mudar", disse Arménio Carlos à agência Lusa no final de um Plenário Nacional de Sindicatos da intersindical.

O sindicalista referiu que as lutas dos trabalhadores já começaram a dar resultados, nomeadamente com a obtensão de aumentos salariais a rondar os 40 euros, dependendo das empresas e setores de atividade, da transformação de postos de trabalho precários em postos de trabalho efetivos e da reintegração de trabalhadores ilegalmente despedidos.

Arménio Carlos considerou ainda que tem sido a luta dos trabalhadores que tem impedido o Governo de concretizar o processo de privatização de empresas como a TAP, a Carris, o Metro ou a Transtejo.

Admitiu que este processo não está encerrado e, por isso, será "uma das referências da conflitualidade dos próximos tempos".

"O que está em causa são os direitos dos trabalhadores, os serviços públicos e os preços a que são prestados", afirmou Arménio Carlos.

Na intervenção de encerramento do Plenário de Sindicatos, órgão máximo entre congressos, o líder da Inter exortou os mais de 500 sindicalistas presentes a mobilizarem os trabalhadores nos locais de trabalho para que participem ativamente nas manifestações do Dia do Trabalhador, em defesa de melhores condições de vida.

Aliás, na resolução aprovada pelos sindicalistas é assumida a decisão de "comemorar na forma de uma grandiosa manifestação nacional descentralizada da CGTP-in os 125 anos do 1º de Maio".

Arménio Carlos disse à Lusa que existem todos os motivos para "uma grande participação no 1º de Maio", quer dos trabalhadores, quer das suas famílias, e defendeu que esta deve ser "a grande manifestação do primeiro semestre em Portugal".

O sindicalista lembrou ainda que a meta estabelecida no último congresso, há três anos, para conseguir 100.000 novos sindicalizados ao longo do mandato de quatro anos, vai ser cumprida pois em dezembro de 2014 os sindicatos da CGTP já tinham conseguido mais de 76.000 novos sócios. 
Lusa
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