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Governo vai iniciar processo para fazer obras de fundo no Conservatório

O ministro da Educação, Nuno Crato, disse esta quinta-feira, no Parlamento, que o Governo vai "iniciar o processo" para "obras de fundo" no edifício do Conservatório Nacional, uma "fase seguinte" às obras urgentes orçamentadas em 43 mil euros. 

"O conservatório tem dois tipos de obras: tem as urgentes e imediatas, e tem obras de fundo que precisam de ser feitas e que nós vamos iniciar, não tenhamos dúvidas sobre isso", declarou Nuno Crato, afirmando que os 43 mil euros para as obras urgentes "correspondem aos orçamentos apresentados pela escola em função das necessidades consideradas inadiáveis". (Arquivo)

"O conservatório tem dois tipos de obras: tem as urgentes e imediatas, e tem obras de fundo que precisam de ser feitas e que nós vamos iniciar, não tenhamos dúvidas sobre isso", declarou Nuno Crato, afirmando que os 43 mil euros para as obras urgentes "correspondem aos orçamentos apresentados pela escola em função das necessidades consideradas inadiáveis". (Arquivo)

Tiago Petinga / Lusa

Num debate parlamentar, agendado pelo Partido Socialista (PS) para discutir as políticas educativas, Nuno Crato anunciou aos deputados que o Governo pretende dar início ao processo de renovação do edifício que alberga a Escola de Música do Conservatório Nacional.

"A fase seguinte vai ser iniciar o processo para a renovação de fundo daquele conservatório", disse o ministro da Educação, depois de já ter referido as "obras urgentes", orçamentadas em 43 mil euros para "remendar telhado, teto e pátio", já consideradas pela diretora da escola como uma "intervenção paliativa".

"O conservatório tem dois tipos de obras: tem as urgentes e imediatas, e tem obras de fundo que precisam de ser feitas e que nós vamos iniciar, não tenhamos dúvidas sobre isso", declarou Nuno Crato, afirmando que os 43 mil euros para as obras urgentes "correspondem aos orçamentos apresentados pela escola em função das necessidades consideradas inadiáveis".

O ministro da Educação afirmou que o Governo vai "olhar para a frente em relação ao Conservatório", mas foi o próprio que começou por lembrar o passado, afirmando que o PS, quando era Governo, não fez obras que já sabia serem necessárias.

"O Partido Socialista rir-se deste problema é absolutamente extraordinário, porque este problema tem décadas", disse.

Numa troca de palavras mais acesa com o deputado socialista Acácio Pinto, o secretário de Estado da Administração Escolar, Casanova de Almeida, recordou que o PS lançou em 2005 um concurso em Diário da República para fazer obras no edifício que não executou.

"Então não havia necessidade de obras? Só há agora? Degradaram-se a partir de 2011? A história com a vossa responsabilidade não acaba em 2005", declarou o secretário de Estado, que acrescentou que o executivo socialista não deu cumprimento a um recomendação para fazer obras da Assembleia Municipal de Lisboa, nem integrou a intervenção no Conservatório nas obras da Parque Escolar.

"É preciso ter memória para não vivermos, como diz a senhora deputada Heloísa Apolónia, no reino dos encantos, mas também não vivermos no reino da hipocrisia nem no reino da ilusão", afirmou Casanova de Almeida.

Heloísa Apolónia, dos Verdes, tinha, na sua intervenção, acusado o ministro Nuno Crato de não ter "os pés assentes na Terra", questionando o que iria acontecer no Conservatório Nacional "com uns singelos 40 mil euros".

Pelo lado da maioria parlamentar, a deputada do PSD Isilda Aguincha disse que o PS "acordou hoje" para os problemas do edifício que se degrada há décadas, referindo que as "obras estão a ser feitas com parcimónia e respeito pelos contribuintes, ao contrário do que aconteceu no passado", numa referência aos gastos com as obras nas escolas a cargo da Parque Escolar.
Lusa
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