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Guardas prisionais marcam nova greve e vigílias para abril

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) anunciou esta quinta-feira a realização de uma nova greve, entre 2 e 7 de abril, e uma vigília junto ao Ministério das Finanças para 16 de abril.

Esta será quarta vigília e do sexto período de greve que os guardas prisionais realizam desde março no âmbito dos protestos que estão a realizar para exigir a aplicação do estatuto profissional aprovado há mais de um ano, mas que ainda não foi aplicado. (Arquivo)

Esta será quarta vigília e do sexto período de greve que os guardas prisionais realizam desde março no âmbito dos protestos que estão a realizar para exigir a aplicação do estatuto profissional aprovado há mais de um ano, mas que ainda não foi aplicado. (Arquivo)

LUSA

O anúncio dos novos protestos foram feitos após o sindicato ter realizado hoje uma vigília, junto à casa civil do presidente da República, no âmbito da contestação que estão realizar para exigir a aplicação do estatuto profissional, que entrou em vigor há mais de um ano.

O presidente do SNCGP, Jorge Alves, disse à agência Lusa que a greve vai começar às 19:00 de 2 de abril e termina às 10:00 de 07 de abril, estando a vigília para o Ministério da Finanças marcada para as 11:00 de 16 de abril.

Jorge Alves adiantou que os guardas prisionais querem exigir à ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que desbloqueie o orçamento necessário para as promoções e novos níveis remuneratórios.

Na semana passada, o SNCGP realizou outras duas vigílias em frente à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) e do Ministério da Justiça, além de estarem, desde 02 de março, em greve aos turnos da noite e aos fins de semana, paralisação que se prolonga até 01 de abril.

O SNCGP tem também marcado para 24 e 25 de março uma greve total.

Em causa está a regulamentação do horário de trabalho, progressões nas carreiras e aprovação dos novos níveis remuneratórios, pontos previstos no estatuto profissional do corpo da guarda prisional, que entrou em vigor há mais de ano, mas ainda não foi posto em prática.

Os guardas prisionais exigem também o pagamento do subsídio de turno a todos os profissionais que efetuam serviço no período noturno.

Dados oficiais indicam que existem cerca de 14 mil reclusos nas prisões portuguesas, que têm uma taxa de sobrelotação de mais de 2 mil lugares.
Lusa
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